Em mercados / politica

Jair Bolsonaro é eleito presidente do Brasil

Nome do PSL confirma favoritismo após eleição marcada por forte polarização

Jair Bolsonaro
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente do Brasil em segundo turno neste domingo (28) após uma campanha marcada por ataques e forte polarização. O deputado do PSL registrou 55,13% dos votos válidos, enquanto Fernando Haddad (PT) ficou com 44,87% dos votos. 

Ocupando o espaço de principal rival do PT, Bolsonaro, militar de 63 anos, firmou-se como defensor de propostas que se enquadram no arco da direita e nunca se intimidou com os limites impostos pelo politicamente correto.  Durante a campanha, ele conseguiu capturar o voto anti-petista e anti-corrupção, enquanto sinalizou uma pauta mais liberal na economia. 

A trajetória do agora presidente eleito é marcada pelos seus fortes discursos. Com apenas oito segundos de propaganda eleitoral no primeiro turno, o candidato e seus filhos, que costumam criticar a imprensa, usaram as redes sociais intensamente e terminaram acusados pelos adversários de liderarem a produção de fake news nessas eleições.

Pelas redes, detalharam até o estado de saúde de Bolsonaro quando esteve hospitalizado durante o primeiro turno, alvo de atentado a faca – algo que nunca aconteceu a presidenciáveis em campanha, após a redemocratização no Brasil.

Ferido em 6 de setembro quando participava de ato público em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou 22 dias internado, recuperando-se de uma hemorragia e de duas cirurgias no intestino. Ele foi atacado por Adélio Bispo – que hoje é réu por “atentado pessoal por inconformismo político”.  

Bolsonaro saiu na frente no primeiro turno em 7 de outubro com 46,03% dos votos ante 29,28% de Haddad e ficou na frente em praticamente todos os levantamentos de segundo turno.

Ele ainda conseguiu eleger uma forte bancada do antes nanico PSL, que na próxima legislatura contará com 52 deputados federais (ficando atrás apenas da bancada do PT) e 4 senadores. 

Essa eleição também marcou a falta de debates do segundo turno, num primeiro momento pela condição de saúde de Bolsonaro e, posteriormente, por estratégia do candidato. 

Durante a corrida ao Palácio do Planalto, o candidato teve dificuldade para ampliar alianças e negociar um nome para vice-presidente - cargo entregue ao polêmico general Mourão (PRTB), que trouxe o apoio de alas da elite das Forças Armadas. Bolsonaro já negou várias vezes que tenha existido golpe militar e tortura política no Brasil.

Desde o início, ele apresentou o Paulo Guedes como o fiador de seu programa econômico. Com o aumento de sua popularidade e a entrada de Guedes na campanha, cresceu também o apoio de setores empresariais e financeiros ao PSL. Fiel ao discurso anticorrupção, diz que vai combatê-la acabando com ministérios e estatais.

Voto neste domingo

Bolsonaro votou neste domingo pouco depois das 9h na Escola na Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, no Rio de Janeiro.

Por recomendação da Polícia Federal, o candidato usou entrada alternativa, pelos fundos da escola, e colete à prova de bala. Bolsonaro chegou à seção eleitoral escoltado por policiais federais, acompanhado da esposa, Michele Bolsonaro, que estava vestida de branco. 

Após votar, o candidato foi até a frente da escola e saudou os eleitores que estavam na parte de fora do prédio. Ele saiu também pelos fundos. Já no carro, Bolsonaro abriu a porta, ficou de pé, agradeceu o apoio aos eleitores e fez sinal de coração.

(Com Agência Brasil)

 

Contato