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Paulo Guedes cancela agenda e não fará palestras na Expert XP e na Ancham nesta sexta

Na véspera, o economista do presidenciável Jair Bolsonaro havia cancelado evento com investidores no Credit Suisse

Paulo Guedes

SÃO PAULO - Após cancelar na véspera a sua participação em uma reunião fechada com investidores no Credit Suisse, o economista Paulo Guedes - considerado o "posto Ipiranga" do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) -, cancelou a sua participação nesta sexta-feira (21) nos eventos da Amcham e da Expert XP 2018, em São Paulo.

A presença do coordenador do programa econômico de Bolsonaro era esperada às 9h30 na Ancham e às 14h na Expert XP. Vale ressaltar que a Expert XP contará no sábado com a presença dos economistas Pérsio Arida, Guilherme Mello e Nelson Marconi - responsáveis pelo programa econômico dos candidatos à presidência Geraldo Alckmin (PSDB), Fernando Haddad (PT) e Ciro Comes (PDT), respectivamente. 

Outros economistas que acompanham os presidenciáveis também estarão no evento, além de nomes como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Bill Clinton e grandes nomes no mercado como Márcio Appel (Adam Capital) e Luiz Alves Paes de Barros (Alaska) - confira a lista completa dos palestrantes no site oficial clicando aqui. 

Leia mais: "Nova CPMF": em que contexto a proposta de Paulo Guedes seria aceitável?

Agenda cancelada

Cabe ressaltar, que na segunda-feira (17), Paulo Guedes recusou o convite para participar do programa Roda Viva, da TV Cultura. Os cancelamentos da agenda ocorrem após um encontro de Guedes com agentes de mercado gerar ruídos na campanha para a presidência. 

No início da semana, o "posto Ipiranga" de Bolsonaro fez uma apresentação a uma plateia restrita reunida pela gestora independente GPS Investimentos e teria citado a intenção de implementar um novo imposto aos moldes da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), segundo informações publicadas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

A situação gerou mal estar e ruído sobre a campanha de Bolsonaro, que telefonou para seu guru econômico para cobrar explicações sobre o assunto. Conforme o coordenador da campanha em São Paulo, deputado Major Olimpio, informou à Reuters, Bolsonaro não tinha sido consultado pelo economista sobre o assunto.

A declaração de Guedes sobre a CPMF gerou inclusive munição aos adversários de Bolsonaro : Alckmin disse que o imposto é um "tiro no pobre", enquanto Ciro Gomes acusou Guedes de "instrumentalizar economicamente o fascismo". Marina e Meirelles também criticaram a proposta. 

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