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Alckmin chama Paulo Guedes de "banqueiro milionário" e compara Bolsonaro e PT ao chavismo

Pressionado por aliados a adotar tom mais agressivo, tucano parte para o ataque em momento delicado para sua campanha

Geraldo Alckmin
( Reprodução Fotos Públicas)

SÃO PAULO - Em meio às dificuldades de crescer nas pesquisas e pressionado por aliados a adotar postura mais incisiva, a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu atacar os adversários que lideram a corrida presidencial em seu próximo programa veiculado no horário de propaganda eleitoral gratuito na televisão, na noite desta quinta-feira (20).

Pela primeira vez, o tucano promoverá ataque direto ao deputado Jair Bolsonaro (PSL) em sua propaganda na televisão. A peça de Alckmin compara o adversário a Hugo Chávez, ex-presidente da Venezuela, e alerta para os riscos de um "voto errado". A propaganda tucana usa o caso venezuelano para também atacar o PT – representado pelo ex-prefeito paulistano Fernando Haddad –, relembrando momentos de boa relação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Chávez.

"Talvez esse seja um dos momentos mais delicados da nossa democracia. O risco de o Brasil se tornar uma nova Venezuela é real, a partir dos extremismos que estão colocados nesta eleição. Por um lado, o extremismo de um deputado, que já mostrou simpatia por ditadores como Pinochet e Hugo Chávez, que já defendeu o uso da tortura, que acha normal que mulheres ganhem menos que os homens. Uma pessoa intolerante e pouco afeita ao diálogo, que, em quase 30 anos de Congresso, nunca presidiu uma comissão sequer. Nunca foi líder de nenhum dos nove partidos aos quais foi filiado. Um despreparado, que representa um verdadeiro salto no escuro", afirma Alckmin no programa.

"Por outro lado, temos a própria escuridão: o PT, sempre radical e extremista. O partido que apoia o regime ditatorial que levou a Venezuela ao desastre. O partido que quer o fim da Lava Jato, que foi envolvido no maior esquema de corrupção do mundo, o Petrolão. O partido que nos deixou o desastroso legado de Dilma e Temer. São dois lados de uma moeda: a do radicalismo. Se qualquer desses lados vence, o país perde. Sou oposição a ambos, porque sou a favor do Brasil", conclui Alckmin.

No início do programa, a campanha tucana lembra de entrevista em que Bolsonaro diz não entender nada de economia e ataca Paulo Guedes, o guru econômico do deputado, cotado para assumir o Ministério da Fazenda caso eleito. O programa diz que Guedes é "banqueiro milionário" e defende menos impostos aos mais ricos e mais impostos aos mais pobres, em referência à ideia ventilada de se estabelecer uma alíquota única de imposto de renda a pessoas físicas e à criação de um tributo similar à extinta CPMF.

Assista à íntegra do programa:

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