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Bolsonaro e Haddad são favoritos para o segundo turno? Quem tem mais chances de vencer? Analistas comentam

O Conexão Brasília desta semana recebeu João Villaverde, analista sênior de Brasil da Medley Global Advisors (MGA), e Iuri Pitta, sócio-diretor da Analítica Comunicação. Confira o programa na íntegra

SÃO PAULO - A última leva de pesquisas eleitorais mostra que a tendência para a corrida presidencial é uma disputa de segundo turno entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT). Essa é a avaliação de João Villaverde, analista sênior de Brasil da Medley Global Advisors (MGA), e Iuri Pitta, sócio-diretor da Analítica Comunicação. Os dois foram os convidados do programa Conexão Brasília desta segunda-feira (17). Assista a íntegra pelo vídeo acima.

Agora você pode acompanhar o Conexão Brasília também no SpotifyClique aqui para ouvir o programa ou faça o download pelo player.

"A tendência é essa, seja na narrativa de Lula e anti-Lula, seja de Bolsonaro e anti-Bolsonaro. Nesta narrativa, o anti-Bolsonaro é uma figura que está em aberto. Poderia ser Poderia ser Ciro Gomes, que vence Bolsonaro no segundo turno segundo as pesquisas; poderia ser Marina ou até Geraldo Alckmin. Mas, mesmo nesta narrativa, Haddad tem maior protagonismo. Faltando 20 dias para o primeiro turno, o desenho parece de Haddad contra Bolsonaro", observou Villaverde.

"É uma questão de alta probabilidade. O viés no momento é esse, mas não dá pra cravar. Em três semanas, muita coisa pode acontecer", ponderou Pitta. Para ele, é preciso observar como se aglutinarão as forças do antipetismo e antibolsonarismo e qual será o tom do embate em eventual segundo turno. "A grande questão que está colocada para se definir qual vai ser o cenário de segundo turno é se a alternativa ao antipetismo e ao antibolsonarismo vai conseguir ter um ponto focal de convergência. É muito difícil", complementou.

Para Villaverde, caso o cenário Haddad x Bolsonaro se consolide, o próximo passo a se observar será a dinâmica dos adversários derrotados. Em um ambiente tão imprevisível e com expectativa de disputa acirrada, o terceiro colocado será natural depositante de 'voto útil' extremamente relevante.

É neste contexto que os tucanos ensaiam uma reação, observou Pitta. "A perspectiva de poder é o que mais move as campanhas nas bases. Então, na medida em que Alckmin não consegue demonstrar força no cenário eleitoral, não consegue se colocar como foco dessa onda anti-Bolsonaro e anti-PT, suas bases vão deixando de trabalhar a seu favor. O PSDB tem plena consciência disso e sabe que precisa ter algum fato novo, alguma reação". Nesse sentido, o tal do 'voto útil' caminha para ser o driver da corrida eleitoral no sprint final.

Confira a íntegra do programa no vídeo localizado no início desta matéria.

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