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Disparada do dólar é manipulação para "gente ganhar dinheiro", diz Ciro Gomes

"Esse país infelizmente tem uma fração da nossa sociedade que se acostumou em cima do sacrifício do povo a especular para o encarecimento dos preços dos remédios, passagens", disse em evento

Ciro Gomes
(Reprodução/TV Gazeta)

SÃO PAULO - Para os analistas, a disparada do dólar desde o início do ano se deve basicamente a dois fatores: cenário externo e tensão eleitoral. Porém, para o candidato à presidência Ciro Gomes (PDT), a alta da moeda norte-americana é manipulada para que algumas pessoas ganhem dinheiro no atual cenário.

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A declaração foi feita na última sexta-feira (14) durante ato de campanha em Porto Velho (RO), em que ele disse também que pretende colocar uma "mão de ferro" no que ele chamou de especulação financeira. O dólar comercial chegou a superar esta semana a marca de R$ 4,20, sendo que na quinta fechou o dia acima de R$ 4,19, marcando seu maior patamar na história no encerramento de uma pregão.

"A taxa de câmbio nesse momento está de novo sendo manipulada para gente ganhar dinheiro. Esse país infelizmente tem uma fração da nossa sociedade que se acostumou em cima do sacrifício do povo a especular para o encarecimento dos preços dos remédios, passagens", afirmou o candidato do PDT.

"O Brasil precisa eleger alguém que tenha compromisso com o lado que produz, trabalha. Colocar uma mão de ferro nessa especulação financeira", completou Ciro Gomes.

Apesar dos duros comentários sobre o câmbio, uma semana atrás o candidato defendeu a moeda em um nível acima de R$ 4,00. Em evento em São Paulo no dia 5, Ciro disse que o dólar alto é "estimulante" para a economia e que cogitava manter a taxa caso seja eleito.

"Por mais que haja alguma dificuldade para setores intensivos em importação, o câmbio no nível que está hoje é estimulante e talvez a gente nem precise mexer", disse ele na ocasião.

Para o candidato, um câmbio mais elevado pode estimular a produção nacional, diante da dificuldade em importar. Ciro ainda afirmou que o atual presidente do Banco Central instituição, Ilan Goldfajn, já está fazendo "mais ou menos isso hoje". "Só que o Ilan está puxando [o dólar] para baixo. E não vai conseguir", completou.

 

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