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No JN, Haddad perdeu oportunidade de reforçar elo com Lula, mas sobreviveu

Candidato foi o entrevistado desta sexta-feira no Jornal Nacional

Haddad no JN
(Reprodução)

SÃO PAULO - Tal qual Geraldo Alckmin em sua passagem pelo Jornal Nacional, Fernando Haddad (PT) foi confrontado com perguntas ligadas à corrupção nos primeiros 18 dos 28 minutos de entrevista – foram 17 minutos na participação do tucano.

Por evidente, a associação com o tema que é apontado pelos eleitores como o principal problema do país não é boa – o “atenuante” para o petista é que, pelo que captaram nossas pesquisas ainda em maio, o eleitor lulista põe menos peso na corrupção que o de outros candidatos.

O estilo dos entrevistadores, com perguntas incisivas longas e muitas interrupções, foi o mesmo dos outros eventos – em pesquisas qualitativas de entrevistas anteriores, chegam a incomodar os telespectadores. Haddad acabou entrando no compasso da entrevista e perdeu oportunidades de fugir de defesas de Dilma Rousseff para fazer a defesa de Lula – seu principal ativo.

Ter falado mais dela do que de seu padrinho talvez tenha sido o maior deslize do candidato, destoando da linha adotada em seu programa eleitoral e em outras entrevistas. Como menções ao ex-presidente, sobrou quase que só o “boa noite, presidente Lula” do começo.

Como pontos positivos, ficam a sequência de ações quando esteve à frente do Ministério da Educação e a exploração de contradições do PSDB, a partir da associação dos tucanos com o governo Temer e a crise econômica dos governos petistas – por mais paradoxal que seja.

A participação na bancada não se transformou em uma oportunidade para reforçar seu elo com Lula, que, ao final, é o principal ativo que pode levá-lo adiante na campanha. Dado o estilo das entrevistas, um formato que definitivamente não é feito para se conquistar votos, ter sobrevivido já foi alguma coisa. Mas é evidente que faltou falar para as classes mais pobres, identificadas com o Lulismo, e também do ex-presidente Lula.

 

 

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