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Haddad será entrevistado no JN nesta sexta e pode mandar recado ao mercado financeiro

Aliados do candidato calculam que, se comunicar de maneira eficiente ao eleitor a indicação de Lula, ele poderá estar na disputa pela liderança nas pesquisas em até 15 dias 

Fernando Haddad
(Lula Marques / AGPT)

SÃO PAULO - O candidato do PT, Fernando Haddad, será entrevistado ao vivo no Jornal Nacional desta sexta-feira (14), a partir das 20h55 (horário de Brasília), a exemplo do que já foi feito com outros presidenciáveis. O ex-prefeito de São Paulo foi oficializado como o candidato do PT à Presidência na terça-feira (11), com Manuela d'Ávila como vice, e tem 8% das intenções de voto da última pesquisa Ibope, o que o coloca entre os cinco melhores posicionados na corrida eleitoral, requisito usado pela TV Globo para selecionar os entrevistados na bancada do Jornal Nacional.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, Haddad foi orientado pelo partido a usar parte de sua participação no JN para mandar recados ao mercado financeiro. Auxiliares do candidato dizem que ele deveria mostrar que não é um bicho-papão e disseminar o discurso de que, se eleito, haverá segurança jurídica e previsibilidade.

Os principais aliados de Haddad calculam que, se comunicar de maneira eficiente ao eleitor a indicação de Lula, ele poderá estar na disputa pela liderança nas pesquisas em até 15 dias.

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela XP/Ipespe mostra que Haddad chegou a 10% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. O desempenho representa uma oscilação positiva de 2 pontos percentuais em relação à pesquisa da semana anterior e um salto de 4 pontos comparando com levantamento de duas semanas atrás.

Com esse desempenho, o petista aparece tecnicamente empatado com outros três candidatos na corrida presidencial: Ciro Gomes, que, em tendência de alta há três semanas atingiu seu maior patamar da série histórica, aos 12%; Geraldo Alckmin (PSDB), que apesar da larga vantagem em tempo de propaganda no rádio e na televisão, não consegue sair dos 9%; e Marina Silva (Rede), que dá sinais de desidratação ao sair de 13% há duas semanas para 8% agora. Veja a pesquisa completa aqui.

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