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Bolsonaro abre vantagem de 10 pontos sobre Alckmin em SP; 68% rejeitam Haddad, mostra XP/Ipespe

Candidato do PSL sobe para 25% das intenções de voto entre os paulistas, 4 pontos percentuais a mais do que em julho. "Plano B" do PT, Haddad salta de 5% para 8%, mas tem a maior rejeição entre os candidatos

Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro
(Bandeirantes)

SÃO PAULO - Com poucos dias de propagandas eleitorais no rádio e na televisão e após o atentado a facada de que foi vítima durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), o deputado Jair Bolsonaro (PSL) mantém a liderança na corrida presidencial entre os eleitores do estado de São Paulo. Segundo pesquisa XP/Ipespe, realizada entre os dias 5 e 8 de setembro, o parlamentar agora tem 25% das intenções de voto, uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado na disputa, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). A margem máxima de erro é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Em comparação com o último levantamento, feito na última semana de julho, Bolsonaro cresceu 4 p.p., enquanto Alckmin caiu 5 p.p.. O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) oscilou de 8% para 9%, ao passo que a ex-senadora Marina Silva (Rede) foi de 10% para 8% das intenções de voto. Cotado como provável substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) saltou de 5% para 8%. O empresário João Amoêdo (Novo), que não havia pontuado na pesquisa anterior, agora tem 5% das intenções de voto, numericamente à frente do senador Álvaro Dias (Podemos), que oscilou de 4% para 3%.

Apesar da melhora no desempenho, o petista é o candidato mais rejeitado pelos eleitores: 68% dos paulistas dizem que não votariam nele "de jeito nenhum". A expectativa é que Haddad seja anunciado candidato do PT ainda nesta terça-feira (10), prazo limite estabelecido pelo plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para o partido apresentar um substituto a Lula, embora ainda caibam recursos ao ex-presidente. Preso há cinco meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula teve seu pedido de registro de candidatura indeferido por decisão de 6 dos 7 membros do Tribunal.

Logo atrás no indesejável ranking de rejeição aparecem Marina Silva (64%), Ciro Gomes (60%), Geraldo Alckmin (56%) e Jair Bolsonaro (55%). O nome testado com menor taxa é o de Amoêdo (41%). O empresário, contudo, é o mais desconhecido entre os eleitores paulistas: a menos de um mês do primeiro turno, 39% dos entrevistados dizem não conhecê-lo o suficiente.

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A pesquisa também testou os efeitos do endosso de Lula à possível candidatura de Haddad à presidência. Neste caso, quando o nome do ex-prefeito é apresentado acompanhado da informação de que é apoiado pelo ex-presidente, as intenções de voto nele saltam para 11%, patamar que o coloca em situação de empate técnico com o ex-governador Geraldo Alckmin e a 13 pontos percentuais do líder Bolsonaro. Brancos, nulos e indecisos somam até 26% do eleitorado. Em julho, este grupo somava 29% dos paulistas.

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Foram feitas, ainda, três simulações de segundo turno. Na primeira, Alckmin venceria disputa com Haddad por 47% das intenções de voto contra 24%. Brancos, nulos e indecisos somam 29% dos eleitores. Em julho, a diferença entre os dois candidatos era de 32 pontos percentuais.

Quando Bolsonaro enfrenta Haddad, o deputado lidera a preferência dos paulistas com 42% das intenções de voto contra 30% do petista. Na última semana de julho, a diferença era de 11 pontos percentuais. Brancos, nulos e indecisos caíram de 37% para 29%.

Na disputa entre Alckmin e Bolsonaro, o cenário é de empate técnico, com o tucano numericamente à frente com 40% das intenções de voto contra 37% para o parlamentar. Há pouco mais de um mês, o ex-governador paulista vencia a disputa por diferença de 15 pontos percentuais. O grupo dos "não voto" foi de 30% para 24%.

Metodologia

A pesquisa XP/Ipespe, realizada entre 5 e 8 de setembro, contou com 1.000 entrevistas por telefone com eleitores do estado de São Paulo, sendo 27% na capital, 22% na periferia e 51% no interior, e foi registrada na Justiça Eleitoral com os códigos BR-09989/2018 e SP-02970/2018.

Os questionários foram aplicados "ao vivo" por entrevistadores (com aleatoriedade na leitura dos nomes dos candidatos nas perguntas estimuladas) e submetidos a fiscalização posterior em 20% dos casos para verificação das respostas. A amostra representa a totalidade dos eleitores paulistas com acesso a rede telefônica fixa (na residência ou trabalho) e a telefone celular, sob critérios de estratificação por sexo, idade, nível de escolaridade, renda familiar etc.

O intervalo de confiança é de 95,45%, o que significa que, se o questionário fosse aplicado mais de uma vez no mesmo período e sob mesmas condições, esta seria a chance de o resultado se repetir dentro da margem de erro máxima, estabelecida em 3,2 pontos percentuais.

O questionário é elaborado pela equipe de análise política da XP Investimentos em parceria com a equipe técnica do Ipespe e se divide em duas partes: 1) Eleitoral: Pergunta espontânea e cenários de primeiro e segundo turno; 2) Exploratória: Perguntas diversas para melhor compreensão do eleitorado, com objetivo de identificar tendências e tentar antecipá-las.

O Ipespe realiza pesquisas telefônicas desde 1993 e foi o primeiro instituto no Brasil a realizar tracking telefônico em campanhas eleitorais, a partir de 1998. O instituto tem como presidente do conselho científico o sociólogo Antonio Lavareda e na diretoria executiva, Marcela Montenegro.

Em entrevista ao InfoMoney, Lavareda explicou as diferenças de metodologias adotadas pelos institutos de pesquisa e defendeu a validade de levantamentos feitos tanto presencialmente quanto por telefone, desde que em ambos os casos procedimentos metodológicos sejam seguidos rigorosamente, com amostras bem construídas e ponderações bem feitas. Veja as explicações do sociólogo:

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