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"Em nenhum momento preguei golpe militar", diz Mourão, vice de Bolsonaro, em sabatina

Ao falar sobre o ataque sofrido por Bolsonaro em sabatina no canal por assinatura, Mourão buscou adotar um tom pacificador: "não adianta haver confronto neste momento, não faz bem para ninguém e é péssimo para o país."

General Mourão
(Reprodução/TV )

SÃO PAULO - Em sabatina realizada na noite da última sexta-feira (7) pela GloboNews, o candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, o general da reserva Hamilton Mourão, negou que tivesse pregado o golpe militar em algum momento. 

Em palestra no ano passado, Mourão gerou polêmica ao falar sobre a possibilidade de uma intervenção militar no país em eventual situação de "caos" nacional e crise política mas, nesta sexta, o candidato a vice buscou esclarecer sua posição e afastar a possibilidade de um golpe. 

"(...) Ficou aquela ideia de que eu estava pregando um golpe militar. Essa foi a ideia que foi passada. E eu, em nenhum momento, preguei golpe militar. É uma questão de, quando você olha a missão constitucional das Forças, tem uma missão que (...) é a garantia dos poderes constitucionais. Como é que a gente garante os poderes constitucionais? Mantendo a estabilidade? E, se um Poder não consegue mais cumprir a sua finalidade, o que nós fazemos? Então é uma discussão que nós temos tido ao longo dos tempos, porque está escrito na Constituição", afirmou.

Ele ainda afirmou que o Brasil tem quatro objetivos nacionais permanentes: integridade do território, integridade do patrimônio, democracia e paz social.  "Quando você fala em integridade do território, integridade do patrimônio, é defesa da pátria. E quando você fala democracia e paz social, você está dentro das outras duas missões, que é a garantia dos poderes constitucionais e a garantia da lei e da ordem", prosseguiu.

Questionado pelos entrevistadores que as Forças Armadas poderiam intervir por solicitação de um dos Poderes, e não por conta própria, Mourão fez um contraponto ao destacar uma situação hipotética de anarquia, mas afirmou que esse não é o momento atual do País. 

Ao falar sobre o ataque sofrido por Bolsonaro na última quinta-feira, Mourão buscou adotar um tom pacificador: "nós estamos lançando pequenos vídeos, fazendo contato com os cabeças de chave nos diferentes estados e passando a palavra de ordem: reduzir as tensões. Não adianta haver confronto neste momento, não faz bem para ninguém e é péssimo para o país."

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Quando o assunto foi reforma da previdência para os militares, Mourão disse que o gasto previdenciário dos militares tem diminuído e que, agora, consideram-se outras hipóteses como o aumento do tempo de serviço. "Eu tenho 65 anos e tenho certeza que poderia ter ficado mais 5 anos no Exército. Sem problema nenhum. A questão do pensionista, porque continua a pensão até morrer. Eu estou pagando, mesmo que eu não tivesse para quem deixar. Então a pensionista também continuar pagando isso. São algumas ideias que nós discutimos com a área técnica do governo. Então, todos terão que ceder alguma coisa em uma reforma da Previdência."

Ao falar sobre privatizações, ele apontou não achar que a Petrobras deva ser inteiramente privatizada. Já em relação ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, ele destacou ser uma questão de não haver uso político dessas instituições. "Eles têm funcionários competentes, capazes, que têm condições de gerenciar essas instituições", afirmou. 

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