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Quem se saiu bem e quem foi mal no debate dos presidenciáveis da RedeTV!

Alckmin tentou falar em linguagem mais popular, enquanto Bolsonaro passou por mais um debate sem uma situação desastrosa para sua campanha, mas foi pior em relação ao outro encontro

Ciro Gomes e Geraldo Alckmin
(Facebook/RedeTV!)

O debate da RedeTV! foi menos cansativo que o anterior, da TV Bandeirantes. Parte disso se explica por ter sido mais curto que o da Band e ter contado com um cenário que deixava os candidatos desconfortavelmente próximos quando perguntavam uns aos outros.

Esse formato diferente conferiu outra dinâmica às interações entre candidatos e revelou fraquezas entre os menos acostumados a se apresentar na TV. Oito candidatos participaram do debate, enquanto o PT, mais uma vez, esteve ausente.

Confira como cada candidato se saiu no debate: 

1 – Geraldo Alckmin (PSDB) teve um desempenho melhor do que na semana anterior – pareceu ter topado a orientação da equipe de “ser mais direto e usar menos números e menos expressões em inglês”. Usou linguagem mais popular e ficou claro que conseguiu se comunicar melhor com o telespectador. Por outro lado, a associação com Michel Temer é um risco para ele. O jeito despojado de Guilherme Boulos (PSOL), que gera empatia com classes mais baixas órfãs de Lula, dá força à expressão “50 tons de Temer” usada por ele contra o tucano.

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2 – Jair Bolsonaro (PSL) passou por mais um debate sem uma situação desastrosa para sua campanha, é verdade, mas teve novo desempenho negativo e ainda pior que o do encontro anterior. O candidato reforçou a dificuldade de se sair bem nesse formato de interação com outros concorrentes. Ainda que tenha sobrevivido, não foi protagonista e ficou longe de se sustentar a imagem de fenômeno que a campanha carrega.

3 – Voltando à ausência do PT, Guilherme Boulos (PSOL) parece ter sido o que melhor se apropriou do vácuo. Ainda que a audiência do debate seja restrita, o bom desempenho do candidato do PSOL deve reforçar no PT a divisão sobre o momento de abrir o jogo e lançar Fernando Haddad na campanha, aproveitando crescimento nas pesquisas, para evitar que a esquerda passe a ser preenchida por quem já está em campo.

4 – Marina Silva (REDE), que tinha aproveitado muito a falta do PT na semana passada, até protagonizou bom momento no embate com Bolsonaro, ainda que o tema controverso não lhe tenha garantido necessariamente bons frutos. No saldo geral, ficou aquém do encontro anterior.

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5 – O desempenho dos concorrentes de Alckmin na centro direita favorece ainda mais o tucano. Mais uma vez, Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB) não se sobressaíram nem conseguiram vender imagem de que são de fora do sistema, no caso de Alvaro, ou mesmo de fora da política, como Meirelles tenta fazer crer. Entre os três vistos como políticos tradicionais, Alckmin leva vantagem.

6 – Ciro Gomes (PDT) insistiu na tese de limpar o nome dos brasileiros no SPC e dá a sensação de que fará o mesmo daqui até o final da campanha. Criou uma marca, mas parte do eleitorado custa a crer na promessa que parece vazia. Ele precisará de mais que isso para se fixar no eleitorado de Lula.

7 – Parece ter desaparecido o efeito surpresa que gerou uma espécie de simpatia à candidatura de Cabo Daciolo (Patri). Ele passou da condição de novidade que gera curiosidade à de fora do tom. O uso repetido de Deus incomoda mesmo os eleitores que concordam com parte de seu discurso.

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