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Bolsonaro e Alckmin disputam uma vaga no segundo turno contra o PT, diz cientista político

Para Murillo de Aragão, três características mostram que um candidato do PT deverá estar no segundo turno

SÃO PAULO - Durante o mais recente Painel WW, apresentado por William Waack na última sexta-feira (10), o cientista político e presidente da Arko Advice, Murillo de Aragão, avaliou a corrida eleitoral e apontou que Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin estão disputando uma vaga no segundo turno para enfrentar o candidato do PT.

Segundo ele, os fundamentos neste momento apontam vantagens competitivas para dois candidatos. O primeiro seria o candidato de Lula, que terá uma narrativa que encanta cerca de 30% do eleitorado, com uma estrutura forte, o que deve garantir votos o suficiente para passar para o segundo turno.

"É um candidato que terá uma plataforma partidária forte, com recursos partidários abundantes e com tempo de televisão", explica. "Juntando essas três características, os fundamentos apontam que um candidato do PT deverá estar no segundo turno", diz Aragão.

O outro candidato com algumas vantagens seria Bolsonaro, que para o cientista político tem uma narrativa forte, mas não tem estrutura. "Temos que saber se a popularidade angariada pelas narrativas vai se transformar em voto", avalia ele. E por conta disso, que Aragão aponta que está segunda vaga ainda está aberta, com o deputado disputando com Alckmin um lugar no próximo turno.

"O paradoxal é que todos querem enfrentar Bolsonaro, porque pensam que ganharão dele [em eventual segundo turno]", afirma ele ressaltando que está será uma "eleição muito diferente", em que os fundamentos estão muito abalados.

"Outro ponto que temos que ter cuidado é que estas eleições têm também palanques estaduais, elas têm agendas estaduais, com campanhas de senador e deputado, então não é apenas uma opção para presidente da república. É diferente do que foi, por exemplo, a eleição do [Fernando] Collor, que foi uma eleição solteira", explica o cientista político.

Por fim, o presidente da Arko cita o poder das redes sociais para Bolsonaro, dizendo que apesar do deputado se sair bem nestas plataformas, ainda existem muitas dúvidas de qual será o real poder que elas terão para dar mais votos para ele conseguir realmente ser eleito presidente.

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