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Em mercados / politica

Lava Jato de SP será desafio de marketing para campanha de Alckmin

Nos bastidores, fontes ouvidas pela nossa equipe acreditam que não há ainda denúncia, delação ou investigação capaz de apontar envolvimento do tucano, no curto prazo

Geraldo Alckmin
( Reprodução Fotos Públicas)

Geraldo Alckmin, candidato tucano ao Planalto, não terá vida fácil na corrida eleitoral em relação ao atual ponto fraco do PSDB: denúncias de corrupção e caixa dois de campanha. Menos famosa e produtiva que as operações em outros estados, a Lava Jato de São Paulo vasculha administrações tucanas e o receio é de que fatos envolvendo nomes importantes da legenda possam vir à tona durante o período eleitoral.

As investigações em São Paulo são divididas basicamente entre a denúncia de cartel por empresa, com aval de agentes públicos, que prestavam serviços às áreas de infraestrutura do estado, e ações cíveis que visam restituir eventuais prejuízos ao patrimônio público.

As denúncias sobre o cartel se dividem entre casos de competência do estado (obras feitas com dinheiro de SP) e federal (relativo ao que foi financiado pela União. Aí residem disputas internas entre aliados e desafetos dos tucanos no governo, no MP do estado, no MPF e no Judiciário. Um clima propício para boatos e vazamentos.

Nos bastidores, fontes ouvidas pela nossa equipe acreditam que não há ainda denúncia, delação ou investigação capaz de apontar envolvimento de Geraldo Alckmin, no curto prazo. A delação do doleiro paranaense Adir Assad, que teria operado repasses aos tucanos, ainda não apresentou nada relevante contra políticos e agentes públicos de alto escalão.

Laurence Casagrande Lourenço e o MPF negam que haja sequer uma negociação de acordo de colaboração. O ex-diretor da Dersa também é apontado como forte candidato a ter ter habeas corpus concedido, por conta da fragilidade do motivo da prisão. Ele foi preso preventivamente com base no depoimento de ex-secretárias que relataram ter picotado papéis, quando da saída de Lourenço do cargo.

Fontes familiarizadas com o caso acreditam que há poucas chances de que as investigações em SP produzam fatos com potencial para ferir de morte o candidato tucano. Por outro lado, serão constantes os vazamentos de pequenos avanços em apurações que não terão grandes resultados práticos. No meio jurídico, a sensação é de que o caso está sendo levado a fogo baixo e o maior desafio será acertar a comunicação com o eleitor para afastar rumores e fake news.

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