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Ataques a Bolsonaro vão crescer, mas não devem tirá-lo do segundo turno, diz Eurasia

Para consultoria de análise de risco político, deputado pode até crescer um pouco nas pesquisas no curto prazo

Jair Bolsonaro
(Gabriela Korossy/ Câmara dos Deputados)

SÃO PAULO - Oficialmente lançado candidato à presidência da República no último domingo (22), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) tende a ser alvo de crescentes ataques de adversários à medida que a disputa se aproxima. Líder nas pesquisas eleitorais, o parlamentar tem hoje uma fatia de eleitores com a qual Geraldo Alckmin (PSDB) conta para ir ao segundo turno.

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Para a consultoria de análise de risco político Eurasia, após firmar aliança com lideranças do chamado "blocão", grupo de partidos composto por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, Alckmin deve protagonizar uma ofensiva contra a candidatura do deputado, movimento que já se observou nas últimas semanas. Apesar dos esforços, a casa de análise não projeta um segundo turno sem Bolsonaro.

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"Os impactos desses ataques serão limitados até as campanhas começarem em agosto, e, mesmo assim, é improvável que evitem que ele chegue ao segundo turno. A base de Bolsonaro apoia o fato de que ele fala o que pensa e, em sua maioria, não se incomoda com suas falas sobre gênero ou questões relacionadas à comunidade LGBT", observam os analistas da Eurasia.

"Por enquanto, ataques e contra-ataques provavelmente apenas reforçarão as convicções a favor e contra Bolsonaro entre a pequena parcela da população que está prestando atenção à eleição. Bolsonaro pode até crescer na margem nas pesquisas de intenção de votos", complementam.

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