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William Waack: sem Centrão, Alckmin já estaria "morto" politicamente, mas bloco não decide eleição

Para o jornalista, que a parceria do bloco com o tucano não muda a eleição, mas dá vida para Alckmin na disputa

SÃO PAULO - A grande notícia que agitou o fim desta semana foi a provável apoio do bloco chamado Centrão ao ex-governador Geraldo Alckmin na eleições. Segundo William Waack, apesar deste movimento evitar a "morte" do tucano para o pleito de outubro, não é possível dizer que isso definiu a disputa.

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O Centrão é muito importante porque dá um grande tempo de TV para quem apoia, e com a confirmação da parceria com Alckmin, leva o tucano a ter, sozinho, 60% do tempo de campanha na televisão. "Isto não é pouca coisa. A campanha é curta e a TV é um fator importante", destaca Waack.

Ele destaca ainda como fica a situação dos outros candidatos. Ciro Gomes sai como derrotado e tem apenas 1 minuto do tempo de televisão agora, mesma situação do PT, que por sua vez tem uma vantagem na transferência de votos do ex-presidente Lula. Segundo pesquisas, o petista tem potencial para transferir entre 10% e 15% das intenções de voto, o que não é pouca coisa.

Enquanto isso, Jair Bolsonaro segue no seu caminho, até agora "constante" nas pesquisas. Marina Silva, por sua vez, tem um apoio "disperso, porém consistente" de vários setores, enquanto Álvaro Dias segue com seu apoio forte no sul do País.

Waack destaca com isso, que a eleição segue aberta, mas que este apoio do Centrão a Alckmin dá o desenho do que acontece hoje, onde uma grande parcela da população tem "raiva" da política. Ao mesmo tempo, isso leva a um movimento do que o jornalista chama de "política velha", que são estas estruturas do sistema político-eleitoral e seus representantes.

Para completar, ele reforça que a televisão será importante na campanha, mas não será mais o "fator preponderante", papel que passa a ser assumido pelas mídia digitais. Mesmo assim, é importante lembrar que o Brasil é um país pobre, que mantém a TV com um bom peso na definição da eleição. Além disso, as decisões da Lava Jato e do Judiciário têm agora muito poder ditar o rumo das campanhas.

Waack afirma que o apoio do Centrão ao tucano não muda a eleição. "Teria mudado se Geraldo Alckmin não tivesse apoio do Centrão, estaria morto a esta altura", diz, reforçando que esta parceria não define o pleito, já que outros candidatos ainda têm poder e apoio de outras estruturas do mundo político.

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