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PT ganha aliado improvável para tentar desidratar Ciro Gomes

Conforme pontua a coluna Painel do jornal Folha de S.Paulo, o presidente Michel Temer passou a se engajar pessoalmente para minar as chances de um acordo entre o pedetista e partidos como PP, DEM, PRB e Solidariedade

Michel Temer e Lula
(Beto Barata/PR)

SÃO PAULO - A ofensiva do ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) para atrair aliados do chamado "blocão" nessas eleições colocou o presidente Michel Temer e o PT militando por uma mesma causa: evitar a construção de uma coligação ampla encabeçada pelo pedetista.

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Conforme pontua a coluna Painel do jornal Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (12), Temer passou a se engajar pessoalmente para minar as chances de um acordo entre o pedetista e partidos como PP, DEM, PRB e Solidariedade. Os interesses são diversos, mas na prática convergem com a estratégia do PT de reduzir a viabilidade eleitoral do ex-ministro do governo Lula.

Na avaliação de que haveria uma vaga para o segundo turno a um candidato de esquerda, um nome lançado pelo PT disputaria votos com Ciro. Embora a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja tida como improvável, em função da Lei da Ficha Limpa, acredita-se que o líder petista terá importante poder de transferir votos a um herdeiro político.

Do lado de Temer, a ideia é desidratar a candidatura de um político que tem polarizado discurso com o MDB. Tem se tornado comuns declarações de Ciro na imprensa acusando o partido de "quadrilheiro".

Em meio a essa sucessão de episódios e a percepção de que o pedetista pode perder força no momento em que o PT entrar em campo com uma candidatura definitiva, os partidos do "blocão" deram um passo atrás. Geraldo Alckmin agradece.

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