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As 5 imagens que mostram a esperança e a preocupação de Alckmin nesta eleição

Tucano enfrenta crescentes dificuldades para provar a viabilidade de sua candidatura, mas ainda tem motivos para acreditar

Geraldo Alckmin
(Alexandre Carvalho/ A2img)

SÃO PAULO - A menos de três meses do primeiro turno, a corrida presidencial ainda é marcada por mais dúvidas do que certezas. Candidaturas não foram confirmadas e alianças estão sendo gestadas aos poucos, na medida em que se aproxima o deadline das convenções partidárias, no início de agosto. Enquanto isso, uma explosão de brancos, nulos e indecisos expõe a dúvida e a insatisfação de parcela expressiva dos eleitores com o cardápio apresentado.

No campo da centro-direita, o pré-candidato tucano, Geraldo Alckmin, enfrenta crescentes dificuldades para provar a viabilidade de seu projeto entre potenciais parceiros e tenta convencer de que crescerá nas pesquisas no momento certo, com exposição na televisão e rádio e apresentação de propostas ao longo da campanha.

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A última pesquisa eleitoral realizada pelo Ipespe entre 2 e 4 de julho, por encomenda da XP Investimentos, trouxe novos subsídios para análise do cenário eleitoral. Para Alckmin, há motivos para ter esperança de um crescimento futuro, assim como indicativos de que as coisas não serão nada fáceis (leia análise completa do levantamento clicando aqui). Cinco imagens dão uma ideia desta complexa realidade:

O protagonismo da TV
Para 35% dos entrevistados, a televisão será o meio que mais influenciará em sua decisão de voto. Este grupo de respondentes se espalha entre o eleitorado que hoje apoia os mais distintos candidatos. Segundo o levantamento, atualmente estão mais expostos a esta influência Ciro Gomes (44%), Marina Silva (43%) e Geraldo Alckmin (39%). No sentido oposto, os candidatos que têm os menores percentuais de eleitores que apontaram para o protagonismo da TV no processo decisório são Álvaro Dias (20%) -- o único que não tem a televisão como principal meio apontado por seus apoiadores -- e Jair Bolsonaro (33%).

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A considerar a atual distribuição do tempo para propaganda eleitoral na televisão e no rádio entre os candidatos, antes da conclusão das costuras de alianças, candidatos com baixa exposição a estes meios têm fatia expressiva de eleitores influenciados pela TV. Até mesmo Bolsonaro, com um público relevante influenciado pelas redes sociais, está indesejavelmente exposto aos meios tradicionais.

Para Alckmin, este pode ser motivo de esperança na busca pela recuperação de um eleitorado que tradicionalmente votou no PSDB em disputas anteriores. Para isso, o tucano terá que construir um arco de alianças amplo e enfrentar seu elevado índice de rejeição.

No momento, Alckmin tem uma espécie de pré-acordo com legendas como PSD, PPS, PTB e PV e disputa com Ciro Gomes o apoio dos partidos do chamado "blocão" (DEM, PP, PRB e Solidariedade), que pode rachar ao longo do processo de negociação. Para algumas lideranças deste grupo, o ex-governador paulista é um nome que agrada, mas que pode acabar derrotado no processo eleitoral -- e estar do lado vencedor está entre os principais objetivos de todas essas siglas.

A definição do voto
49% dos entrevistados disseram ter decidido em quem votar, na última eleição, depois do início do período de campanha. Deste grupo, a maioria bateu o martelo sobre o candidato depois do último debate, sendo que 13% do total de entrevistados escolheram justamente no dia da eleição. Se o comportamento se repetir na presente disputa, o tucano tem maiores chances de converter votos. Entre os candidatos mais expostos a este eleitorado que procrastina a decisão de voto está Marina Silva, que também terá pouco tempo de televisão. Na ponta oposta, Alckmin está exposto a um eleitorado que decidiu antes o voto, assim como Bolsonaro e Álvaro Dias.

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A combinação da influência da televisão para a decisão tardia de voto por parte dos eleitores pode trazer esperanças à candidatura de Alckmin, sobretudo quando se observa o quadro de maior indefinição neste pleito, que pode contribuir para aumentar o percentual de eleitores que decidem voto mais perto do primeiro turno. Por outro lado, estagnado nas pesquisas de intenção de voto, o tucano está empatado tecnicamente em rejeição com o ex-presidente Lula, o que impõe obstáculo relevante a um crescimento ao longo da disputa.

Além disso, pela ordem, Alvaro Dias, Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro têm entre seus eleitores os maiores grupos que declararam ter tomado cedo a decisão sobre em quem votar em 2014: 49%, 48% e 48% respectivamente disseram ter se decidido antes mesmo da campanha começar. No atual momento, porém, os números destacados indicam possibilidade de maior convicção de voto entre os eleitores desses três candidatos. Para Alckmin, embora faça parte da lista, a notícia é ruim, já que precisaria conquistar votos dos dois adversários para crescer na disputa.

Pouco espaço para avançar
Quanto mais cristalizado estiver o apoio a Bolsonaro e Dias, mais difícil será para o tucano crescer nas pesquisas. Nas pesquisas recentes realizadas em São Paulo, o parlamentar aparece numericamente à frente de Alckmin nos cenários de primeiro turno. Levantamentos também mostram que Dias conquista forte apoio na região Sul e não há incentivos para a desistência da candidatura no momento. Como se não bastasse, a pesquisa XP Ipespe também mostrou que, mesmo com eventual saída do senador da disputa, Alckmin não consegue hegemonizar a herança dos votos. Caso o pré-candidato do Podemos não participe da disputa, 38% de seus apoiadores migram para o grupo de brancos, nulos e indecisos, ao passo que 21% vão para o lado do tucano, 19% para Bolsonaro e 13% para Marina.

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