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Eike Batista é condenado a 30 anos de prisão e multa de R$ 53 milhões

O advogado dele, Fernando Martins, informou que esta é a primeira condenação da vida de Eike e que ele vai recorrer

Eike Batista - CPI do BNDES
(Luis Macedo / Câmara dos Deputados)

SÃO PAULO - O empresário Eike Batista foi condenado pelo juiz Marcelo Bretas a 30 anos de prisão e multa de R$ 53 milhões por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A sentença foi dada na última segunda-feira (2) no âmbito da Operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.

O advogado dele, Fernando Martins, informou que esta é a primeira condenação da vida de Eike e que ele vai recorrer. O empresário chegou a ser preso no ano passado, mas foi para prisão domiciliar três meses depois após decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Com esta condenação, Eike continuará com seu passaporte retido e não poderá deixar o País.

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Bretas diz na sentença que a "arquitetura criminosa foi engendrada pela própria empresa (de Eike), sendo de muito difícil detecção para os órgãos de investigação, e não por acaso durante muitos anos o condenado logrou evitar fossem tais esquemas criminosos descobertos e reprimidos. Trata-se de pessoa que, a despeito de possuir situação financeira abastada, revelou dolo elevado em seu agir".

A sentença foi dada após dois doleiros dizerem que ele pagou US$ 16,5 milhões ao ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, em propina. O pagamento teria sido feito em troca de contratos com o governo estadual.

Com isso, o juiz também sentenciou Cabral a 22 anos e 8 meses de prisão, em sua sexta condenação. O político agora acumula condenações de 122 anos e 8 meses de prisão.

Outras quatro pessoas também foram condenadas, entre elas a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e Flávio Godinho, que trabalhou para o grupo EBX.

 

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