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Em evento, Alckmin promete zerar déficit primário em até 2 anos e dobrar renda dos brasileiros

Discurso do ex-governador marcou a inauguração da série "Debatendo o Brasil", realizada pelo Ibmec/SP e transmitida ao vivo pela InfoMoneyTV, com o intuito de ouvir os presidenciáveis

Geraldo Alckmin Governador PSDB
(Fotos Públicas)

SÃO PAULO - Pré-candidato à presidência, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu, nesta segunda-feira (21), a necessidade de uma agenda ampla de reformas econômicas, políticas e de Estado para que o Brasil retome a confiança dos agentes econômicos e o nível de investimentos necessário para a retomada do crescimento.

Na inauguração da série "Debatendo o Brasil", realizada pelo Ibmec/SP com o intuito de ouvir os presidenciáveis, o tucano prometeu, se eleito, dobrar a renda dos brasileiros e "zerar" o déficit primário em até dois anos. O encontro foi transmitido ao vivo pela InfoMoneyTV.

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Para ele, a chave para esse processo passa pelo investimento na educação básica, com a melhora da posição do país no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), e a implementação de uma agenda em busca de competitividade, embalada por um movimento de abertura comercial.

No nível fiscal, Alckmin acredita que seja de suma importância a recuperação das contas públicas, a fim de atrair o interesse de investimentos externos. Para isso, o tucano defende reformas previdenciária e tributária, além de uma reorganização para as agências reguladoras, visando oferecer maior segurança jurídica a agentes econômicos.

"O Brasil está em uma encruzilhada: ou vai trilhar o caminho da competitividade, da produtividade, das reformas (...) ou vamos entrar em um grande período de decadência econômica", afirmou. Em sua fala, ele chamou a atual estrutura previdenciária brasileira de "Robin Hood às avessas", como mais prejudicial às camadas mais pobres da sociedade em detrimento a determinados segmentos e corporações, ao passo que o sistema tributário foi taxado de "manicômio".

Caso o país se furte destes debates, diz o tucano, haverá um preço a ser pago: "O mercado prefixa, ele puxa a valor presente. Se não tem futuro, não tem investimentos", afirmou. Para Alckmin, o Estado perdeu sua capacidade de investimentos, enquanto o setor privado doméstico não tem grande capacidade de cumprir tal função neste momento. "É preciso trazer dinheiro de fora. É preciso ter confiança", defendeu.

"A eleição deste ano não é uma eleição de 4 anos, é uma eleição de uma geração. Temos um momento crucial para o Brasil pegar o rumo certo. É factível ter um longo período de crescimento sustentável", afirmou Alckmin durante o evento com estudantes e professores do Ibmec/SP.

Para o ex-governador, contudo, o desafio será grande, sobretudo em uma conjuntura de fragmentação do Legislativo e do que ele chamou de perda do "interesse coletivo". "O interesse coletivo está órfão", criticou. Em sua fala, ele defendeu ainda o desempenho do agronegócio brasileiro, exaltou a importância do pré-sal para a economia (alegando, inclusive, que "São Paulo será Abu Dhabi" em alguns anos) e a riqueza natural do país.

"Os desafios são grandes, sim, mas é possível, com bom roteiro, pegar um caminho para o crescimento", concluiu.

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