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Quem é Pérsio Arida, o nome que comandará o programa econômico de Geraldo Alckmin para 2018

"Somente Pérsio falará sobre o programa e será ele quem escolherá as pessoas, bem como os temas", afirmou Alckmin ao Estadão

Persio Arida
(Divulgação/Bovespa)

SÃO PAULO - Após alguns meses de especulação, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, pré-candidato à presidência da república pelo PSDB, confirmou à coluna de Sonia Racy no jornal O Estado de S. Paulo que Pérsio Arida comandará o programa econômico do tucano. 

“Somente Pérsio falará sobre o programa e será ele quem escolherá as pessoas, bem como os temas”, disse o governador paulista à coluna. A agenda principal, será a da competitividade e inovação.

Arida detalhou ao jornal ainda alguns pontos do programa: "temos que aprofundar as reformas e buscar uma solução estrutural para o grave problema fiscal que enfrentamos”. Ele apontou ainda uma agenda do crescimento que, segundo ele, não vem com intervencionismo nem inclusão social nem com populismo, mas através da criação das condições para a economia funcionar melhor.

Os caminhos seriam o aumento da segurança jurídica, privatização, uma boa reforma tributária, abertura da economia, asseguramento da concorrência, evitando artificialismos e controles de preços, afirmou o economista. 

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Perfil
Pérsio Arida é conhecido pelo seu trânsito entre o setor acadêmico, o governo e o setor privado. O seu nome ficou notório ao se tornar um dos principais idealizadores do Plano Real, que começou a ser estabelecido no último ano do governo de Itamar Franco. 

Arido graduou-se em economia pela USP (Universidade de São Paulo) em 1975 e, de 1978 a 1979 foi professor convidado do Institute for Advanced Study, tendo lecionado na USP e na PUC-Rio de 1980 a 1984, sendo professor visitante da Smithsonian Institution (EUA) de 1984 a 1985. 

Em 1975, formou-se em economia pela Universidade de São Paulo (USP). De 1978 a 1979 foi professor convidado do Institute for Advanced Study. Lecionou na USP e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) de 1980 a 1984, e foi professor visitante da Smithsonian Institution, nos EUA,  de 1984 a 1985. Em 1992, concluiu o doutorado no MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos. Entre 1993 e 1994, foi presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e do Banco Central em 1995. 

Antes do Plano Real, ele trabalhou no Grupo Moreira Salles por 7 anos, tendo sido diretor da Brasil Warrant e membro do Conselho de Administração do Unibanco. Já após deixar a carreira pública, ele foi diretor do Opportunity Asset Management em 1996 e foi membro do Conselho de Administração do Banco Itaú por 8 anos. Em 2008, foi um dos co-fundadores do que viria a se tornar o BTG Pactual, assumindo a presidência do banco em novembro de 2015 após a prisão de André Esteves na época, que foi acusado de obstrução de Justiça. Um ano depois, Arida saiu da presidência do conselho de administração do banco e passou a ser apenas membro do colegiado, deixando o dia dos negócios aos poucos. Em maio de 2017, deixou a instituição e anunciou a venda de suas ações para se dedicar a “projetos intelectuais". 

O economista publicou diversos livros, como "Dívida Externa, Recessão e Ajuste Estrutural: o Brasil diante da crise "(1983), e como organizador; "Inflação Zero – Brasil, Argentina, Israel" (1986), como organizador, entre outros sobre temas monetários. 

 

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