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Gustavo Franco deixa o PSDB e filia-se ao Novo; outros economistas devem segui-lo

O economista, um dos formuladores do Plano Real na década de 1990, presidirá a Fundação Novo

Gustavo Franco
(Divulgação)

SÃO PAULO - Presidente do Banco Central durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, Gustavo Franco anunciou a sua saída do PSDB e sua filiação ao Partido Novo.

O economista, um dos formuladores do Plano Real na década de 1990, presidirá a Fundação Novo, função na qual será responsável por elaborar o programa de governo para a campanha de 2018. A fundação também buscará desenvolver estudos de políticas públicas, conduzir atividades de educação política e realizar acordos com instituições no exterior.

A informação foi comemorada pelo ex-presidente do Novo João Amoedo, através do Facebook. “Gostaria de compartilhar uma ótima notícia: o economista Gustavo Franco acabou de se filiar ao Novo e aceitou o convite para assumir o comando da Fundação Novo. Mais um passo importante rumo à construção de um país admirado”, afirmou.

 Em nota, a nova legenda de Franco afirmou que "a vinda de uma pessoa competente, alinhada e comprometida com os valores do Novo, como o Gustavo, é mais um passo rumo à construção de um país admirado".

Franco também emitiu nota sobre a filiação ao partido: "nos últimos anos os horizontes se ampliaram extraordinariamente para as ideias pró-mercado e para novas abordagens sobre o desenvolvimento tendo como base o indivíduo, o progresso pessoal e a liberdade para empreender”. Segundo ele, "o Novo oferece um veículo e uma oportunidade muito valiosa para que essas ideais se apresentem de corpo inteiro no espectro partidário e estabeleçam sua importância nos debates nacionais". 

A expectativa é de que mais economistas tomem a mesma direção. Conforme aponta a Folha de S. Paulo, o Novo espera que a economista Elena Landau também saia do PSDB.  Em agosto, os dois fizeram uma carta com apelo à direção tucana pedindo o desembarque do governo Michel Temer (PMDB) e renovasse a sua direção. 

Edmar Bacha, que também assinou o documento, ainda conversa com o fundador do Novo e provável candidato a presidente, João Amôedo, afirma o jornal. 

 

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