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Palocci afasta advogado e decide fazer delação premiada

A negociação do acordo será feita por dois advogados de Curitiba, Adriano Bretas e Tracy Reinaldeti

Antonio Palocci
(Wikimedia Commons)

SÃO PAULO - O ex-ministro Antonio Palocci decidiu negociar um acordo de delação premiada com os procuradores da Operação Lava Jato. Segundo as informações, ele avisou nesta sexta-feira (12) seu advogado de defesa, o criminalista José Roberto Batochio, que ele terá de se afastar do caso, já que "por princípios" ele não defende quem faz delação.

A negociação do acordo será feita por dois advogados de Curitiba, Adriano Bretas e Tracy Reinaldeti. Os dois já haviam sido contratados por Palocci, mas, sem maiores explicações, o ex-ministro rompeu o acerto inicial. O ex-ministro é réu em dois processos na Lava Jato.

Com a definição pela delação, Palocci deve desistir do pedido de habeas corpus que está para ser julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Edson Fachin decidiu que o pedido não será julgado pela segunda turma do Supremo, que recentemente liberou quatro investigados da Lava Jato: José Dirceu, Eike Batista, José Carlos Bumlai e João Cláudio Genu.

A Folha de S. Paulo diz ainda que pesou na decisão a operação que a Polícia Federal deflagrou hoje, em torno de repasses do BNDES para o grupo JBS, num total de R$ 8,1 bilhões. Palocci é apontado nas investigações como um dos intermediários dos financiamentos que geraram supostas propinas para o PT.

Em nota, o escritório José Roberto Batochio Advogados Associados confirmou que Palocci deu início à delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato, confira:

"O escritório José Roberto Batochio Advogados Associados deixa hoje o patrocínio da defesa de Antonio Palocci em dois processos que contra este são promovidos perante o juízo da 13.ª Vara Federal de Curitiba, em razão de o ex-ministro haver iniciado tratativas para celebração do pacto de delação premiada com a Força Tarefa Lava-Jato, espécie de estratégia de defesa que os advogados da referida banca não aceitam em nenhuma das causas sob seus cuidados profissionais".

 

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