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Operação Bullish deve selar delação de Palocci e avançar colaboração de Joesley Batista, diz colunista

Ex-ministro Antonio Palocci é alvo da Bullish deflagrada nesta sexta-feira pela Polícia Federal 

Antonio Palocci
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Conforme informa a colunista Vera Magalhães, do jornal O Estado de S. Paulo, se havia ainda alguma hesitação por parte do ex-ministro Antonio Palocci em fechar um acordo de delação premiada, a deflagração da Operação Bullish nesta sexta-feira deve selar de vez a colaboração do ex-ministro.

Hoje de manhã, a Polícia Federal deflagrou a operação, que investiga fraudes e irregularidades em aportes concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), através de seu braço de investimentos BNDESPar, a uma grande empresa do ramo de proteína animal. Segundo fontes da PF ouvidas por diversas agências e veículos de informação, essa empresa seria a gigante JBS (JBSS3).  Os aportes, realizados a partir de junho de 2007, tinham como objetivo a aquisição de empresas também do ramo de frigoríficos no valor total de R$ 8,1 bilhões, disse uma nota da Polícia Federal sem citar a empresa.  

A fonte cita ainda a firma de consultoria de Antonio Palocci como suspeita de envolvimento. "Realizadas após a contratação de empresa de consultoria ligada a um parlamentar à época, as operações de desembolso dos recursos públicos tiveram tramitação recorde", disse a PF em nota, sem citar o nome da consultoria. Palocci, que está preso em Curitiba, é um dos alvos da operação, que não tem relação com a Operação Lava Jato.

"Além disso, essas transações foram executadas sem a exigência de garantias e com a dispensa indevida de prêmio contratualmente previsto, gerando um prejuízo de aproximadamente 1,2 bilhão de reais aos cofres públicos." 

Vale destacar que, hoje de manhã, antes da deflagração da Operação da PF, a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, apontou que Palocci voltou a conversar com advogados sobre delação premiada. Ele retomou o diálogo com o escritório de Adriano Bretas, que tinha dispensado há alguns dias. 

Além de Palocci, a nova frente de investigação também acelerará o acordo de delação de Joesley Batista e demais executivos do grupo J&F, que já está em fase avançada, afirma Vera Magalhães. Joesley Batista é alvo da Bullish; porém, seu mandado de condução coercitiva contra ele ainda não foi cumprido, uma vez que o executivo está fora do País. 

Segundo Vera Magalhães, o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também pode ser atingido, uma vez que atuou como executivo do banco Original, do grupo J&F. 

(Com Reuters) 

 

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