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Analistas da Fator seguem otimistas com mercado, mesmo com cenário político

Quadro político interno, Copom e yields dos Treasuries serão avaliados neste mês; analistas da corretora se mostram otimistas

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SÃO PAULO - Descrevendo suas perspectivas sobre as principais variáveis que deverão influenciar o desempenho do mercado brasileiro de renda variável neste mês de abril, a equipe da Fator Corretora publicou um novo relatório.

Mesmo ressaltando que as alterações do quadro político interno e o comportamento das taxas de juros dos títulos públicos de médio e longo prazo do Tesouro dos Estados Unidos deverão ser bastante acompanhados, os analistas se mostram otimistas até o final do ano. "Permanecemos com nossas apostas de 41.000 para o Ibovespa e 5.700 para o IBX-50", descreve o relatório da corretora.

Já em relação à percepção de que a melhora das premissas poderiam influenciar revisões nas projeções, os analistas se mostram cautelosos. "Nossas projeções para a bolsa podem mudar, mas para tanto é necessário que nosso conforto em relação ao sentimento se torne maior. Ainda não chegou a hora", conclui.

Cenário político doméstico
Em relação às eleições de outubro, a troca do comando do ministério da Fazenda e o surgimento cada vez maior de denúncias, além das brigas sobre o conteúdo do relatório final da CPMI dos Correios, reforçam o sentimento dos analistas de que estas serão bastante duras e de campanhas negativas.

No ministério da Fazenda, a troca de Antonio Palocci por Guido Mantega foi absorvida sem maiores traumas. Entretanto, tendo em vista as declarações anteriores e o perfil desenvolvimentista do novo ministro, os mercados devem permanecer sensíveis a qualquer sinal de alteração nas políticas fiscais e monetárias.

Variáveis econômicas e Copom
As perspectivas sobre a influência das variáveis econômicas que serão abordadas neste mês de abril continuam positivas, com os analistas projetando manutenção do cenário de inflação sob controle e recuo do risco pais.

Lembrando que o Copom (Comitê de Polícia Monetária) voltará a se reunir nos dias 18 e 19 de abril, a corretora considera altamente provável que o ritmo de redução da Selic não seja alterado. Ou seja, os cortes de 75 pontos base devem continuar.

Apesar do ambiente mais propício para uma maior ousadia por parte do Banco Central, os analistas avaliam que um corte mais agressivo na taxa pode ser mal interpretado pelo mercado, que está mais atento a possíveis interferências políticas sobre as decisões do colegiado.

Juros nos Estados Unidos
Na esfera internacional, a evolução dos rendimentos oferecidos pelos Treasuries continuará a ser uma das variáveis mais importantes. Os analistas acreditam que os Fed Funds não vão superar os 5,25% ao ano, o que mantém o ambiente favorável aos mercados emergentes.

A equipe da corretora ressalta, entretanto, que o resultado dos próximos indicadores de preços a serem divulgados será de suma importância, sendo que qualquer variação mais significativa pode rapidamente alterar tal percepção.

 

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