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Planalto oficializa Lula como ministro da Casa Civil e mais duas mudanças

Desta forma, ele passa a ter foro privilegiado; entrada de Lula no ministério deve suscitar outras mudanças em ministérios

Lula
(Paulo Pinto/Fotos Públicas)

SÃO PAULO - O Planalto confirmou na tarde desta quarta-feira (16) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o novo ministro da Casa Civil. Além dele,, Jaques Wagner assumirá a chefia do Gabinete Pessoal da Presidência da República. A nota também informa que o cargo de ministro da Secretaria de Aviação Civil será ocupado pelo deputado federal Mauro Ribeiro Lopes.

Mais cedo, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), já havia dado a confirmação de Lula na Casa Civil via Twitter"Ministro (Jaques) Wagner no dia de seu aniversário mostra grandeza e desprendimento ao deixar a Casa Civil! Lula novo Ministro da pasta!", afirmou Guimarães. A notícia também tinha sido confirmada pelo líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA).

A expectativa é de que a nomeação de Lula deverá ser acompanhada da entrada de novos nomes no governo Dilma, uma condição imposta por Lula para aceitar o convite da presidente e assumir uma pasta do governo. Segundo a Folha de S. Paulo, entre os nomes que Lula gostaria de levar para o governo está o de Celso Amorim para Relações Exteriores e que não está descartada a substituição do ministro da Educação, Aloizio Mercadante. 

Outros nomes, como o de Ciro Gomes, são ventilados por petistas. Já de acordo com o jornal O Globo, o ministro da Comunicação Social Edinho Silva também poderá trocar de ministério. Além disso, como já foi aventado desde de manhã, outra mudança pode ser a saída de Alexandre Tombini do Banco Central. 

Depois de mais de quatro horas de conversa na noite de ontem (15), a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente voltaram a se reunir no Palácio da Alvorada esta manhã. Lula chegou por volta das 9h. Também participaram do encontro os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, da Fazenda, Nelson Barbosa, e da Educação, Aloizio Mercadante.

O ex-presidente tinha passado a mostrar hesitação depois de contatos feitos por ele com peemedebistas que mostraram que sua entrada no ministério poderia não reverter o quadro de deterioração política do governo. Porém, Dilma e ministros pressionavam para que Lula se tornasse ministro por avaliarem que a desistência do ex-presidente a essa altura daria um sinal de que nem mesmo ele acredita mais na possibilidade de salvar o governo. 

A ideia inicial da ida de Lula para um ministério, aparentemente, era de garantia de que ele teria foro privilegiado depois de ter sido alvo de condução coercitiva na Operação Lava Jato, além da juíza Maria Priscilla, de São Paulo, ter mandado a denúncia contra Lula e o pedido de prisão preventiva para a análise de Sérgio Moro. Porém, depois do PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer e o maior da coalizão governista, ter dado uma espécie de "aviso prévio" ao governo no último sábado e das grandes manifestações de domingo a favor do impeachment de Dilma, a participação de Lula passou a ser vista como importante para tentar reanimar o governo e evitar o impeachment da presidente.

Segundo a colunista do G1, uma edição extra do "Diário Oficial da União" será divulgada ainda hoje, com as nomeações do ex-presidente para a chefia da Casa Civil; e a de Jacques Wagner para a chefia de gabinete da Presidência.

Veja o tweet de José Guimarães:

Twitter - José Guimarães

(Com Reuters)

 

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