Em mercados / politica

Istoé: ex-ministra desviou R$ 45 mi para campanhas de Dilma de 2010 e 2014, diz Delcídio

De acordo com a revista, a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra operou propinas para as campanhas eleitorais do PT e do PMDB em 2010 e 2014, através da Usina de Belo Monte

Erenice Guerra e Dilma Rousseff
(Wikimedia Commons)

SÃO PAULO - Após divulgar trechos da delação não-homologada que citava Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a IstoÉ traz em sua capa uma nova matéria com o depoimento do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). Desta vez, o senador relatou, segundo informa a revista, que a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra operou propinas para as campanhas eleitorais do PT e do PMDB em 2010 e 2014, através da Usina de Belo Monte.

Segundo o senador, um “triunvirato”, formado por Erenice e também pelos ex-ministros Antônio Palocci e Silas Rondeau, movimentou cerca de R$ 25 bilhões e desviou pelo menos R$ 45 milhões dos cofres públicos diretamente para as campanhas eleitorais do PT e do PMDB em 2010 e 2014, ambas tendo Dilma como cabeça de chapa e Michel Temer como vice. “A propina de Belo Monte serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014”, afirmou o ex-líder do governo no Senado aos procuradores. Segundo ele, a atuação dos três então ministros "foi fundamental para se chegar ao desenho corporativo e empresarial definitivo do projeto Belo Monte".

O senador explicou, segundo a revista, que os desvios de recursos do projeto da usina vieram tanto do pacote de obras civis - que custaram cerca de R$ 19 bilhões - como da compra de equipamentos - que consumiram R$ 4,5 bilhões. Segundo a revista, entre os procuradores que já souberam da delação do senador, há a convicção de que Erenice era a principal operadora do triunvirato, uma vez que antes de assumir o cargo na Casa Civil trabalhou, ao lado de Dilma, no Ministério de Minas e Energia, responsável pelas obras da usina.

Delcídio afirmou que o esquema começou a operar três dias antes da data marcada para o leilão que escolheria o consórcio responsável pelas obras. O grupo formado pelas maiores empresas de engenharia do País desistiu da disputa sendo que, algumas horas depois, foi constituído um novo grupo de empresas que venceu o leilão, tendo sido a única proposta apresentada. Entre essas empresas estão a Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Contern, JMalucelli, Gaia Engenharia, Cetenco, Mendes Jr Trading Engenharia e Serveng-Civilsan. Depois, várias empresas que não participaram do leilão tornaram-se sócias do empreendimento e contrataram como prestadoras de serviço as empresas do consórcio vencedor. Assim, as maiores empreiteiras do País passaram a comandar a construção sem se submeterem às regras impostas nas licitações convencionais. Delcídio afirmou ainda que, durante as campanhas eleitorais, aumentava-se o valor das propinas.

Especiais InfoMoney:

Como o "trader da Gerdau" ganhou meio milhão de reais na Bovespa em 2 meses 

As novidades na Carteira InfoMoney para março

André Moraes diz o que gostaria de ter aprendido logo que começou na Bolsa

 

Contato