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Petrobras pondera riscos associados a Evo Morales, presidente eleito na Bolívia

Diretores da companhia descartam grandes prejuízos, mas discurso político preza por nacionalização de ativos

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SÃO PAULO - Madrugada de segunda-feira, 19 de dezembro. Em seu primeiro discurso como presidente eleito da Bolívia, Evo Morales promete mudar a história nacional. Retórica que atende aos preceitos de demagogia política, mas desagrada boa parte das empresas de petróleo e gás atuantes no país.

Altos executivos da Petrobras vêm descartando maiores riscos associados à forma como o novo governo encara os hidrocarbonetos. Opiniões que contrastam com a iniciativa de Morales de nacionalizar os ativos e reservas nas mãos de estrangeiros.

Em favor da Petrobras
São dois os argumentos básicos daqueles que afastam a possibilidade de prejuízo considerável. Um político e outro econômico.

Primeiro, a pretensa amizade entre o Lula e Evo Morales. De fato, o presidente brasileiro já fez declarações discretas de apoio ao líder boliviano, mesmo antes de encerradas as eleições. Para a Petrobras, isso pode significar boa diplomacia em favor de suas atividades no país vizinho.

Segundo, a maior empresa brasileira é também uma das maiores empresas bolivianas. Com seus investimentos e tributos, a Petrobras responde por cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) da Bolívia. Comprar briga com uma fonte de renda desse porte pode ser desvantajoso ao Governo Morales.

Princípios, só no papel?
Há quem diga que os discursos de guinada histórica e nacionalização do petróleo e gás serviram apenas para angariar votos. No poder, Morales passará por cima do que escreveu.

Pode acontecer. No entanto, se os princípios do MAS (Movimiento Al Socialismo) forem seguidos à risca, a Petrobras pode vir a ter problemas. As três diretrizes do partido para os hidrocarbonetos podem ser conferidas em http://www.mas.org.bo/uno.htm.

 

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