Em mercados / politica

Eleições bolivianas no domingo pedem atenção do setor de petróleo e gás

Petrobras e Braskem atentas aos votos que podem representar de novos investimentos à falência dos já consolidados

v class="show-for-large id-0 cm-clear float-left cm-mg-40-r cm-mg-20-b" data-show="desktop" data-widgetid="0" style="">
SÃO PAULO - No domingo, 18 de dezembro, eleições gerais na Bolívia. Presidente, governadores, prefeitos e Congresso serão votados em primeiro turno. Para além do estritamente político, o resultado do pleito parece ser vital aos rumos do setor de petróleo e gás no país.

Empresas como Petrobras, Braskem e Repsol YPF acompanham de perto o futuro do governo boliviano. Afinal, a diferença entre os candidatos à presidência Evo Morales e Jorge Quiroga pode resultar em menor ou maior propensão aos investimentos na Bolívia.

Participantes e regras do jogo
O representante do MAS (Movimiento Al Socialismo) Evo Morales parece representar o maior temor das companhias com projetos previstos ou em operação no país. Seu radicalismo já forçou uma nova lei de hidrocarbonetos em maio desse ano, elevando os royalties cobrados sobre exploração e produção de 18% para 50%.

Do outro lado, o conservador Jorge Quiroga pode encontrar um governo com maioria do Senado. No entanto, seu mandato terá de enfrentar a perigosa insatisfação dos indígenas comandados por Morales, que já derrubaram dois presidentes recentemente.

Disputas a parte, o certo é que, um ou outro fará mais ajustes regulatórios no setor de petróleo e gás boliviano. Especula-se que as petrolíferas internacionais serão obrigadas a migrar para novos contratos, em prol de maiores encargos ou mesmo da nacionalização das atividades.

Investimentos preocupam
A Petrobras, assim como a Repsol YPF, tem alguns investimentos de peso na Bolívia. Sua preocupação está, portanto, tanto com a propriedade de seus ativos quanto com a rentabilidade a partir deles.

Para além do já consolidado, atenção para prognósticos futuros. Projetos como o da Braskem, que visa uma planta gasquímica na fronteira entre Bolívia e Brasil, devem ficar apenas no papel enquanto os riscos políticos não se dissiparem.

 

Contato