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Para acalmar base, Dilma autoriza liberação de R$ 4,9 bilhões em emendas parlamentares

A primeira liberação de recursos a parlamentares é uma tentativa do governo de acalmar deputados e senadores em meio às crises política e econômica

Dilma Rousseff
(Roberto Stuckert Filho/ PR)

SÃO PAULO - Em busca de um melhor relacionamento e para acalmar parlamentares, a presidente Dilma Rousseff autorizou a liberação, até dezembro, de cerca de R$ 4,9 bilhões referentes a restos a pagar de emendas parlamentares de 2014 e anos anteriores, segundo o jornal Folha de S. Paulo. A primeira "leva", de R$ 700 milhões, foi liberada na semana passada.

"São R$ 4,9 bilhões que começaram a ser liberados com R$ 700 milhões na semana passada. Vai ser espaçado [o pagamento] em agosto, setembro e outubro", afirmou o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), ao jornal.

 A primeira liberação de recursos a parlamentares é uma tentativa do governo de acalmar deputados e senadores em meio às crises política e econômica. A demora para liberar as emendas estava atrapalhando a articulação política do governo. Deputados dizem estar sendo pressionados por prefeitos em suas bases eleitorais que, às vésperas das eleições, não têm recursos para executar as obras.

A insatisfação refletiu algumas votações importantes no Congresso, como a das medidas de ajuste fiscal, que contaram com "traições" da base aliada.

Mais cedo, o jornal O Estado de S. Paulo fez reportagem destacando a liberação de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares, além de fazer menção à reunião da presidente Dilma com os governadores.

Na reunião de coordenação política, na segunda-feira, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, apresentou a colegas da área política dados que mostram indícios de uma reação e uma recuperação real já no ano que vem. Ontem, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou, ao sair de uma reunião com empresários, que há sinais de boas notícias, como uma leve recuperação das exportações.

Dilma quer que os dois ministros façam a mesma apresentação aos governadores. A intenção é angariar apoio às medidas que estão sendo tomadas para tentar recuperar a economia e, indiretamente, à própria presidente, em uma tentativa de mostrar que há um projeto de governo e que Dilma é a garantia da solução para a crise econômica.

A presidente quer mostrar os caminhos que o governo está traçando para sair da crise, que há viabilidade política nas suas propostas e que todos podem se beneficiar deles, desde que mobilizem suas bancadas para aprovar projetos importantes na recuperação da economia e na repatriação de recursos. 

O Planalto também agendou para a próxima segunda-feira (3) um megajantar para líderes governistas e partidos aliados no Palácio da Alvorada, segundo blog de Fernando Rodrigues, do Uol. Dilma espera para as 20h (horário de Brasília) um número de convidados que pode chegar a 80. A intenção é mostrar disposição para ouvir. 

(Com Agência Estado)

 

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