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"Não quero que ela saia, quero sangrar a Dilma", diz Aloysio Nunes

"Lembrando o pronunciamento da Dilma ontem, parece que ela é presidente de Plutão", ironizou o senador

Aloysio Nunes
(Agência Brasil)

SÃO PAULO - Em meio aos protestos crescente contra a presidente Dilma Rousseff (PT) e às vésperas de um ato grande ato pela saída dela, o senador e ex-candidato à vice-presidente Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (9) ser contra o impeachment da presidente.

"Não quero que ela saia, quero sangrar a Dilma, não quero que o Brasil seja presidido pelo [vice-presidente, do PMDB] Michel Temer [...] Vejo essa palavra [impeachment] como expressão de rechaço à ordem atual, sem entrar no mérito", disse o senador em evento em São Paulo, segundo o jornal Valor Econômico.

O tucano, porém, afirmou que, embora seja contra o impeachment, enxerga a manifestação de forma positiva por representar um protesto contra o governo federal por uma série de fatores, como os escândalos de corrupção na Petrobras e as medidas de ajuste fiscal anunciadas recentemente, que haviam sido negadas por Dilma durante sua campanha.

"Vivemos um quadro de polarização com ausência de diálogos entre os polos. Lembrando o pronunciamento da Dilma ontem, parece que ela é presidente de Plutão", ironizou o senador. Dilma, continuou Aloysio, governa sem atributos para estimular a economia e pacificar a base aliada no Congresso.

Além disso, o Aloysio reconheceu que o PSDB falhou no debate político: "O PSDB deixou o PT carimbar sobre nossa pele a tese de que somos um partido da elite. Deixamos que isso se estabelecesse, que fosse o fato consumado. Isso começou a mudar nesta última eleição".

 

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