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Demitida do Santander após informe entra na Justiça e diz que PT exigiu sua saída

O banco "cedeu o poder de comando do empregador ao PT, de modo tão servil que o próprio presidente do partido foi o arauto para a imprensa de que os empregados do setor seriam demitidos", destaca a ação, segundo informações do Estadão

NotaSantander
(Reprodução/Brasil 247)

SÃO PAULO - Depois da sua demissão em meio à polêmica em torno de um e-mail sobre a reeleição da presidente Dilma Rousseff, a superintendente da Consultoria de Investimentos Select do Banco Santander Sinara Polycarpo Figueiredo entrou com uma ação na Justiça do Trabalho.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo deste domingo (28), Sinara alega que houve perseguição do PT e de Lula. Ela pede declaração de nulidade da rescisão contratual e sua recontratação no cargo "com todas as vantagens e benefícios", além de pagamento de indenização por danos materiais e morais estimada em 200 vezes o salário integral que recebia - cerca de R$ 50 mil mensais.

Sinara foi o centro da polêmica que ganhou destaque no mercado em julho, após um informe aos clientes de mais alta renda de sua carteira do Santander apontando risco de deterioração da economia brasileira em caso de reeleição da presidente. 

Ela defende que não sabia da mensagem contra Dilma e que o texto não passou por sua revisão. Sinara ressalta que "o PT, através de seus máximos dirigentes, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, exigiu em manifestações públicas, em entrevistas para toda imprensa do País, a demissão de empregados do Santander".

"Houve imediata subserviência do banco às forças políticas, ao clamor político partidário", destacaram os advogados de Sinara, Rubens Tavares Aidar e Paulo Alves Esteves. O banco "cedeu o poder de comando do empregador ao PT, de modo tão servil que o próprio presidente do partido foi o arauto para a imprensa de que os empregados do setor seriam demitidos".

"Agrava-se a discriminação quando se sabe que ela (Sinara) não praticou, não concorreu, nem tinha o menor conhecimento dos fatos, sendo execrada e covardemente despedida", afirmaram os advogados, segundo o jornal. O Santander e o PT não se pronunciaram sobre o assunto.

 

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