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Esforço de ministro deve impedir bom desempenho das teles fixas, diz Pactual

Hélio Costa se mantém empenhado em reduzir ou mesmo extinguir cobrança da assinatura básica mensal

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SÃO PAULO - O ministro de Comunicações Hélio Costa encaminhará ao presidente Lula um estudo organizado pela sua pasta afirmando que as pessoas de baixa renda estariam subsidiando a parcela mais rica da população, através do pagamento da assinatura básica mensal cobrada nos serviços de telefonia fixa.

De acordo com Costa, o segmento de classe baixa não utiliza integralmente a banda de pulsos incluída na assinatura, mas apenas 30% destes. Assim, o pulso médio pago por esta parcela da população seria de R$ 0,56, frente aos R$ 0,16 desembolsados pela classe alta.

Outro argumento do ministro é que, nos últimos anos, a taxa da assinatura básica mensal tem sido reajustada bem acima da inflação. É interessante salientar que está agendada para a próxima quinta-feira uma reunião com representantes das teles fixas para a discussão deste tópico.

Impacto sobre as operadoras
Discorrendo sobre o assunto, o banco Pactual afirmou que a notícia é negativa para as ações das operadoras de telefonia fixa, podendo significar uma ingrata surpresa para aqueles que julgavam que Hélio Costa havia desistido de se empenhar pelo fim da cobrança da assinatura, após conversa com o presidente Lula.

Apesar de acreditar que o cenário da extinção da assinatura básica não deve se confirmar, o banco carioca afirma que as pressões políticas têm aumentado na direção da redução das tarifas de telefonia fixa, o que deve impedir um bom desempenho dos papéis de empresas do setor nos próximos seis meses.

 

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