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Copel: uma empresa sub valorizada com alto potencial de crescimento, para a Fator

Além de redução do risco político, existe também uma expectativa positiva quanto a solução do caso da termelétrica de Araucária

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SÃO PAULO - Como a Fator Corretora enxerga boas possibilidades para a Copel, calcula que o risco político da empresa já está precificado na cotação de suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo e estima uma redução dos descontos tarifários nos próximos anos, a corretora acredita que se trata de uma empresa sub valorizada, com alto potencial de crescimento.

Por isso, em seu relatório do setor elétrico, a corretora manteve sua recomendação de "compra" e elevou o preço-alvo dos papéis (CPLE6) de R$ 17,00 pra R$ 17,50, o que traz um potencial de ganho de 25% frente as cotações atuais.

Redução gradual do risco político
Segundo a Fator, a política de descontos nas tarifas deve ser gradualmente eliminada nos próximos anos, principalmente se os níveis de inflação forem baixos. Na medida em que os descontos forem sendo eliminados, o risco da Copel deve ser reduzido e as cotações devem subir.

Redução dos descontos significa aumento instantâneo da capacidade de geração de caixa da Copel. Vale lembrar que a estatal paranaense sofre interferência direta do governador do estado, Roberto Requião, que utiliza a política de energia barata para favorecer a população e, principalmente, às industrias do estado paranaense.

Questão da termelétrica de Araucária
Existe também uma expectativa positiva quanto a uma solução referente à situação da termelétrica de Araucária. A estratégia da El Paso no Brasil é de se desfazer de seus ativos de geração e, portanto, os analistas da Fator acreditam que ela deverá buscar uma solução negociada em relação a essa pendência judicial com a Copel.

Apesar de serem necessários ajustes técnicos para essa usina termelétrica entrar em operação, a Fator estima que estes sejam relativamente rápidos, com investimento de cerca de R$ 30 milhões, e que poderão ser incluídos como parte da negociação.

É importante para Copel resolver este caso, porque anualmente a empresa é obrigada a provisionar cerca de R$ 240 milhões, como compra de gás em conseqüência do contrato de take-or-pay, sem ter contrapartida em receita.

 

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