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Setor elétrico e investidores atentos ao novo ministro de Minas e Energia

Ágora Sênior traça um perfil de Silas Rondeau, um engenheiro ligado ao PMDB que troca a Eletrobrás por novos desafios

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SÃO PAULO - O antigo cargo de Dilma Roussef foi finalmente ocupado. Agora resta saber o que o setor elétrico e os investidores podem esperar do novo ministro de Minas e Energia.

Pensando nisso, a Ágora Senior divulgou um breve perfil do Sr. Silas Rondeau, com as condições em que foi indicado e principais desafios do novo cargo. Mesmo olhando para frente, a corretora não esqueceu de considerar o que Silas deixou para trás: a presidência da Eletrobrás.

Um técnico com indicação política
Silas Rondeau é engenheiro elétrico, com extenso currículo ligado às empresas do setor. Além de comandar a Eletrobrás, foi presidente da Eletronorte e das companhias energéticas do Amazonas e do Maranhão, entre outras.

Não há como negar, portanto, que se trata de um perfil técnico. Contudo, o fato de Rondeau ter sido tendenciosamente sugerido pelo PMDB é visto com ressalva pelos analistas da Ágora. Essa indicação política pode dificultar nos próximos desafios do ministério.

Dois desafios à frente
A tarefa principal será conduzir com sucesso o primeiro leilão de energia nova, seguindo os passos dados pela ex-ministra. O leilão é vital para garantir suprimento energético sem gargalos a partir de 2008.

Outra responsabilidade do engenheiro é administrar as eventuais alterações de cargos na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e nos órgãos de pesquisa e execução dentro do MME.

Efeito em cadeia na Eletrobrás
A corretora desconhece possíveis opções para ocupar a presidência da Eletrobrás, mas sugere um nome. O diretor de finanças atual, José Drummond Saraiva, deve ser bem aceito pelo mercado.

No entanto, a hipótese de sugestão política assusta novamente. Caso ela se confirme, haverá sérias preocupações quanto à participação da companhia em novos projetos de geração.

De maneira geral, a Agora Sênior acredita que as ações do setor elétrico podem enfrentar desvalorizações com o anúncio do novo ministro, pelo menos em um futuro iminente. Os papéis da Eletrobrás deverão liderar esse cenário pessimista, devido à incerteza quanto aos rumos da gestão.

 

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