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Política da Bolívia preocupa e Braskem suspende projeto de construção de nova unidade

Projeto ficará parado até uma melhor definição sobre a continuidade do fornecimento de gás proveniente daquele país

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(Thinkstock)

SÃO PAULO - Devido à instabilidade política boliviana e as incertezas em relação à manutenção do fornecimento de gás proveniente daquele país, a Braskem, maior companhia petroquímica da América Latina, suspendeu, por tempo indeterminado, seu projeto de construção de uma nova unidade no Mato Grosso.

O empreendimento, que seria construído em conjunto com a Petrobras, ficará parado até uma melhor definição da situação política da Bolívia. Entretanto, como era um projeto sem aprovação do Conselho Administrativo, os analistas não o contabilizavam em suas projeções, o que elimina qualquer impacto na recomendação e nas projeções para o desempenho da empresa e suas ações neste ano.

Vale citar também que a Fator Corretora acredita ser um empreendimento facilmente substituível por outro projeto de aquisição ou a expansão de uma unidade, por exemplo.

Preço-alvo reiterado
Com isso, a recomendação de "compra" para os papéis preferenciais classe A da petroquímica, que apresentam preço alvo de R$ 42,73 e potencial de valorização de aproximadamente 100%, foi reiterada.

Nesta sexta-feira, as ações da Braskem encerraram em alta de 2,30%, cotadas a R$ 22,20. No ano, os papéis acumulam significativa desvalorização de 32,59%, enquanto que o Ibovespa registra um desempenho negativo de 4,75% no mesmo período.

 

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