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Para Dilma, suspeita envolvendo Petrobras é tentativa de atingir campanha à reeleição

A presidente destacou que a estratégia de desgastar o governo é recorrente em período pré-eleitoral e ressaltou ainda a mesma estratégia na campanha à reeleição do ex-presidente Lula em 2006

Dilma durante reunião no Planalto - 15/03/13
(Ueslei Marcelino/Reuters)

SÃO PAULO - A presidente Dilma Rosseff disse, em discurso em Contagem (MG), que as suspeitas que envolvem a Petrobras (PETR3;PETR4) são uma tentativa de atingir a sua campanha à reeleição, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo

A presidente destacou que a estratégia de desgastar o governo é recorrente em período pré-eleitoral e ressaltou ainda a mesma estratégia na campanha à reeleição do ex-presidente Lula em 2006, avaliando que se utiliza todos os instrumentos possíveis para desgastar esse ou aquele governo.

“Nós temos experiência disso, porque nós já enfrentamos isso em 2006, na reeleição do Lula, e em 2010, na minha eleição.” De acordo com interlocutores do Planalto ouvidos pelo jornal, a tática de atrelar o caso às eleições foi traçada e definida por Dilma em conversa com Lula na última semana. A presidente reforçará, sem muitas explicações técnicas, o discurso de que as suspeitas fazem parte do jogo eleitoral e prometeu não recuar na disputa política. 

Diversas polêmicas vêm envolvendo a Petrobras desde que eclodiu o caso Pasadena, em que Dilma autorizou a compra da refinaria norte-americana por um valor muito acima do que seria factível. Dilma afirmou que baseou a decisão de apoiar a compra em um relatório tido como falho e incompleto realizado pelo diretor financeiro da companhia, Nestor Ceveró.

Seguiram-se a isso o pedido de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar a compra da refinaria. 
 

 

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