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Pobreza na Argentina atinge 25% da população; Cristina desiste de candidatura

Os números reais, de cerca de 10 milhões de pessoas, é muito superior ao afirmado pelo governo, de 2,2 milhões - cerca de 5,4% da população

Cristina Kirchner - Argentina
(Enrique Marcarian/Reuters)

SÃO PAULO - Cristina Kirchner não deverá ser candidata em 2015, quando terminará seu segundo mandato presidencial, anunciou a Agência Estatal de Notícias "Télam" nesta quinta-feira (26). Ela deverá deixar o governo com 25% de sua população vivendo na pobreza, afirmou o ODSA (Observatório da Dívida Social Argentina) da UCA (Universidade Católica Argentina). 

Os números reais, de cerca de 10 milhões de pessoas, é muito superior ao afirmado pelo governo, de 2,2 milhões - cerca de 5,4% da população. Para muitos, a divergência dos dados mostra a extensa manipulação dos números do governo kirchnerista, que são acusados de falsificar dados de inflação e pobreza desde janeiro de 2007. 

Os números, porém, apresentam melhora: metade das pessoas que estavam abaixo da linha da pobreza em 2002 já não é mais pobre - mas a desigualdade social, que o governo kirchnerista promete atuar contra, tem crescido no país. Com isso, a Argentina tem sofrido uma onda de saques, que já atingiu 3 mil lojas e 1.500 residências. 

Em 1976, apenas 6% da população argentina era pobre, número que atingiu 20% nos próximos 20 anos com políticas econômicas equivocadas. Entre 2001 e 2002, quando a Argentina declarou moratória, a pobreza chegou a atingir 54% de todo o país. Os Kirchners assumiram com a pobreza rondando os 35%. 

Cristina, agora, deverá abandonar o cargo em 2015. Atualmente, ela é impedida de ser candidata à presidência, já que a constituição não permite. Os deputados Carlos Kunkel e Diana Conti tentaram aprovar um plano chamado "Cristina Eterna" para permitir reeleições indefinidas, ao estilo de Hugo Chávez na Venezuela. O projeto, porém, não foi aprovado. 

 

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