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Requi&atilde;o segue tentando tirar Copel do <I>pool</i>, levando pessimismo ao mercado

Estado reclama do mecanismo e da desverticalização e senador paranaense afirma que lançará emendas ao novo modelo

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SÃO PAULO - Reforçando novamente seu lobby em Brasília, o governador paranaense Roberto Requião tentará outra vez alterar a Medida Provisória 144, sobre a contratação de energia no novo modelo, a fim de conseguir a exclusão da Copel (Companhia Paranaense de Energia) do pool, o mercado regulado que será criado com a proposta.

Copel condena fim do auto-suprimento
Na avaliação da Copel e do governo paranaense, o mecanismo do pool é prejudicial à empresa, pois implicará à parte de geração da companhia vender sua energia ao custo de produção e repassá-la à distribuidora pelo custo de geração, bem superior.

Neste sentido, com a proibição ao auto-suprimento de energia contido na proposta do novo modelo, vale destacar que a Copel produz cerca de 62,5% da energia que distribui (dados de setembro de 2003), segundo Pedro Marcelo Gonçalves, do Departamento de Relações com Investidores da empresa.

Senador paranaense buscará emendar o projeto
Segundo o senador Flávio Arns (PT-PR), o pool e a desverticalização das companhias são medidas altamente prejudiciais aos interesses paranaenses, tanto que a administração estadual já calculou em quase R$ 100 milhões por ano os custos operacionais decorrentes da separação entre as atividades de geração e distribuição em empresas distintas.

Assim, seguindo a estratégia do governador Requião, o senador Arns pretende apresentar uma série de emendas ao projeto do novo modelo setorial, cuja votação no Senado poderá acontecer na próxima semana, entre os dias 2 e 3 de março.

Copel também mostra nova estratégia
Outro fato relacionado à Copel nesta semana se refere à nova estratégia da empresa relacionada às suas participações acionárias. A notícia, que chegou a trazer muito pessimismo no mercado após os rumores de que teria sido decretada pelo governador Requião, se refere à orientação de que a empresa apenas ingressará em novos negócios se for acionista majoritária.

Com isto, a companhia optará por vender suas participações ou vendê-las, este último caso deverá ocorrer em áreas nas quais a Copel concentra suas atividades. Dentro da nova política, a Copel vendeu sua participação de 16,73% na hidrelétrica de Campos Novos e elevou de 40% para 70% sua parte nas centrais elétricas do Rio Jordão, projeto conhecido como Elejor.

Requião segue assustando o mercado
Quanto ao governador Requião, cuja participação na nova estratégia trouxe pessimismo ao mercado, vale destacar que o mesmo já promover várias intervenções desde que assumiu o governo estadual, em janeiro de 2002.

Desde então, dentre as atitudes tomadas pelo chefe da administração estadual, Requião proibiu o reajuste das tarifas da Copel, desapropriou concessões rodoviárias no Estado e elevou a participação do Estado na Sanepar, companhia paranaense de saneamento, por meio de emissão de novas ações.

Com isto, o chamado "Risco Requião" segue em foco no mercado, o que prejudica o desempenho dos papéis de empresas paranaenses, ou que possuem grandes investimentos no estado. Vale destacar, deste modo, que em 2003 as ações da Copel não acompanharam a forte alta da maior parte dos papéis de seu setor em função deste fator.

Ações da Copel fecharam em queda
As ações preferenciais classe B da Copel (CPLE6) fecharam nesta sexta-feira cotadas a R$ 10,90, queda de 0,45% em relação ao fechamento anterior.

Acompanhando o desempenho dos principais papéis do setor elétrico e influenciadas pelo pessimismo em relação às posições do atual governo paranaense, os papéis apresentam queda de 19,85%, frente a uma desvalorização de 2,35% do Ibovespa no mesmo período.

 

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