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Secretário paulista afirma que racionamento de água é iminente na Grande SP

Arce afirma que não se pode mais esperar as chuvas; analistas divergem sobre recomendação de papéis da Sabesp

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SÃO PAULO - Em anúncio feito nas última terça-feira, dia 03 de fevereiro, o secretário de Águas e Energia do Estado de São Paulo, Mauro Arce, afirmou que um racionamento de água para nove milhões de pessoas na Grande São Paulo poderá ser feito em breve, apesar de uma decisão final neste sentido ser realizada pela Sabesp.

Segundo o secretário, não é possível continuar esperando um maior volume de chuvas para recuperar o nível dos reservatórios. Com o adiamento do racionamento, o nível do reservatório Cantareira, o principal no abastecimento da Grande São Paulo, está com 5,4% de sua capacidade total, percentagem esta que era de 49% há um ano. Para a analista Daniela Pereira de Pinho, da Fator Corretora, as chuvas dos últimos dias não aliviaram a situação do Cantareira, que segue em níveis críticos.

Apenas maiores investimentos poderão evitar o problema
Considerando a hipótese de racionamento, os analistas do Banco Pactual afirmam que apenas maiores investimentos em captação de água em novos reservatórios podem evitar racionamentos na Grande São Paulo, que já ocorreram nos anos de 2000, 2001 e 2002.

Nesta análise, o Pactual ainda considera que o racionamento não deverá apenas prejudicar a Sabesp em termos de menores receitas e prejuízo para a geração de caixa, mas também elevando o risco político da companhia, já que restrições no suprimento de água na Grande São Paulo poderão ser um fator importante a ser discutido nas eleições deste ano.

Analistas têm recomendações opostas para papéis
Se por um lado os analistas do Pactual afirmam que a companhia deve continuar exposta aos riscos de racionamento no futuro, até que sejam efetuados fortes investimentos para que o problema seja aliviado. Com isto, mantém a recomendação Underperform, abaixo do mercado, para os papéis da empresa.

Com uma visão contrária a do Banco Pactual, a analista Pereira de Pinho, da Fator Corretora, explica que os papéis da companhia seguem cotados a um baixo preço, após as recentes quedas na Bovespa, e, considerando que não existem ainda dados concretos para a precificação dos efeitos de um racionamento sobre a companhia e que a estação chuvosa ainda não chegou ao fim, recomenda a compra das ações da Sabesp.

Ações da Sabesp seguem em alta
Ainda se recuperando após as fortes quedas que estes papéis tiveram recentemente, as ações ordinárias da Sabesp (SBSP3) seguem em alta de 0,62% em relação ao fechamento anterior, cotadas a R$ 145,90 no pregão desta quarta-feira, dia 04 de fevereiro.

No ano, os papéis da empresa registram desvalorização de 7,00%, contra a leve queda de 0,06% do Ibovespa no mesmo período.

 

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