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Requião pode levar Copel a ser exceção no novo modelo do setor elétrico

Governador paranaense pode evitar que Copel participe do pool, o mercado regulado criado pela proposta

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SÃO PAULO - De acordo com o que tem sido comentado no mercado e também veiculado pela imprensa nesta sexta-feira, a Copel (Companhia Paranaense de Energia) poderá não participar do mercado regulado de contratação de energia elétrico que será instituído com o novo modelo setorial.

Além de ficar de fora do pool, como este mercado foi denominado, a empresa paranaense poderia não ser mais proibida a auto-contratar sua energia, como deverá ocorrer com a implementação do novo modelo.

Fatores políticos estão liderando a proposta
O governador do Estado do Paraná, o peemedebista Roberto Requião, vem pedindo ao governo a exclusão da Copel do pool de energia do novo modelo, já que o mecanismo deverá elevar as tarifas de energia no estado. Com o pool, a Copel Distribuidora compraria energia a um preço superior ao atual, pois a parte de geração da empresa ficaria impedida de fornecer-lhe seu potencial de geração ao preço atual.

Assim, a Copel Geração deveria vender sua energia em um mix do mercado, amortizada pelo potencial de geração de outras empresas. Com isto, a Copel Distribuidora deverá comprar a energia da Copel Geradora a preços maiores, elevando, conseqüentemente, sua tarifa ao consumidor.

Tendo em vista a aproximação entre PMDB e governo, o mercado considera a possibilidade do pedido de Requião ser atendido. Assim, a Copel seria constitucionalmente, após inclusão desta excepcionalidade nas Medidas Provisórias do novo modelo, uma exceção no setor elétrico brasileiro.

Cemig segue por outro caminho
Ao contrário do que faz a Copel, a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), outra empresa que deverá separar suas áreas após a implementação do novo modelo, não combate o fim da auto-contratação de energia, como já que chegou a fazer na época da elaboração da proposta.

Atualmente, a companhia mineira chega a ver com bons olhos a idéia de vender seu potencial de geração a preços mais altos no pool, o que deve ser benéfico às finanças da empresa. Vale destacar, ainda, que a Cemig vende seu MWh aos menores preços do país, a cerca de R$ 50,00. No pool, estima-se que nos contratos iniciais envolvendo energia velha, já amortizada como a da Cemig, o preço do MWh deverá girar em torno de R$ 67,00.

Incertezas continuam no setor elétrico
Nas últimas semanas os investidores têm mostrado ampla desconfiança em relação ao novo marco regulatório, que foi visto como uma solução importante quando do seu lançamento, já que busca impor regras claras em um setor em que sérias ineficiências prejudicam novos investimentos.

Assim, criticado por seu excesso de centralismo federal, o novo modelo segue fortemente criticado, sobretudo, pelas distribuidoras, cuja atividade envolverá alto risco pela proposta. Deste modo, os investidores deverão seguir analisando as empresas do setor em função do novo modelo, que ainda em função de fatores políticos poderá ter suas Medidas Provisórias modificadas.

 

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