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Operação entre governo federal e paulista poderá envolver Nossa Caixa e Cesp

Com as negociações envolvendo os bancos estatais, governador de São Paulo já articula reaver leilão de energia

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SÃO PAULO - Aproveitando as negociações envolvendo a compra do banco paulista Nossa Caixa (BNCA3) pelo Banco do Brasil (BBAS3), o governador do estado de São Paulo, José Serra, já articula para retomar o leilão da Cesp (CESP6), em uma operação casada com o governo federal.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o jogo de interesse tem como finalidade vender a Nossa Caixa em uma operação que não aparente uma privatização, renovar as licenças das usinas geradoras da Cesp e garantir os bancários da Nossa Caixa como funcionários públicos, já que se aproxima mais uma eleição.

A manobra deverá evitar entrar em conflito com os mais de 15 mil funcionários da Nossa Caixa, já que um leilão envolvendo instituições privadas poderá culminar em reduções no plantel de funcionários da estatal paulista.

De acordo com familiares com as negociações, o governador do estado de São Paulo utilizaria o dinheiro para anunciar investimentos pesados em infra-estrutura. Porém, a entidade não descartou a possibilidade de leilão.

Leilão ainda está em pauta
Em discurso após a cerimônia de transferência do Ceret na tarde da última terça-feira (27), Serra afirmou não descartar a possibilidade de leilão para a aquisição da Nossa Caixa.

Segundo o governador, todo o processo dependerá da proposta do Banco do Brasil, e a administração do governo de São Paulo dará o veredicto após tomar conhecimento das minúcias do processo de avaliação do Banco do Brasil.

A fala rebate as críticas dos bancos privados a favor do leilão da Nossa Caixa, movimento este liderado pela Febraban (Federação dos Bancos). Vale lembrar que Roberto Setubal, presidente do Itaú, já havia manifestado repúdio à incorporação.

Já era esperado
Os analistas do Unibanco, na última segunda-feira, já ventilavam a hipótese de que a Cesp iria ser envolvida no pacote de negociações entre o governo federal e paulista.

O leilão de energia foi cancelado, principalmente, devido aos rumores de que as renovações das concessões de energia das principais hidrelétricas da Cesp não fossem prorrogadas, o que afastou os potenciais compradores.

 

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