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Política industrial deve beneficiar segmento exportador de bens de capital

WEG e Romi podem ser favorecidas, já Positivo não soferá muito impacto, avaliam analistas da corretora SLW

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SÃO PAULO - O conjunto de medidas anunciadas nesta segunda-feira por membros do alto escalão do governo deve beneficiar em primeiro lugar as indústrias de bens de capital que também tem boa parte de suas receitas vinculadas à exportação.

O Plano envolve incentivos fiscais e facilidades de financiamento pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico).

"As empresas que fabricam máquinas-ferramenta e equipamentos, que têm até 35% de sua receita originada pelas vendas ao exterior, vão ser favorecidas, pois neste caso qualquer desoneração ajuda a diminuir o impacto do real valorizado", avalia Eduardo Adamo Cortez, analista da corretora SLW.

Cortez se une ao coro dos otimistas em relação a um tema que gerou certa discordância.

WEG e Romi
Segundo Cortez, entre as empresas que cobre, a WEG (WEGE3) e a Indústrias Romi (ROMI3) serão impactadas positivamente pelos estímulos de desoneração fiscal e pelo alongamento de financiamentos. "A Romi, em especial, será beneficiada, pois vende muito através da Finame (Agência Especial de Financiamento Industrial)", julga o analista.

Os prazos da linha Finame, feita através do BNDES, que financia bens de capital para a indústria, dobraram de cinco para dez anos, "o que dá uma possibilidade enorme de alavancagem em vendas para as empresas", explica Adamo.

O analista frisa que com isso, mais os incentivos de desoneração fiscal, as companhias mencionadas terão duplo benefício, o que melhora toda a cadeia produtiva.

Exportadoras
Também com uma visão otimista acerca da denominada Política de Desenvolvimento Produtivo, o economista chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, acredita que a intenção do governo em manter a pauta de exportações diversificada é bem-vinda uma vez que "o efeito de alta da taxa cambial e dos preços das commodities poderia desmontar um setor que tem alto potencial".

O economista avalia que as medidas irão favorecer principalmente pequenas e médias empresas, "o que é uma novidade boa". Ele ressalta que em economias desenvolvidas já ocorreu um processo de ocupação de nichos onde o estímulo foi necessário, "tecnologia não cai do céu, onde deu certo houve incentivo", afirma.

Gonçalves afirma que o conjunto de medidas terá impactos mais profundos no médio ou longo prazo, no entanto os segmentos de bens de capital sentirão efeitos imediatos em virtude da desoneração fiscal que será empregada - cenário em que se encaixam a WEG e a Romi.

Tecnologia
Cauê de Campos Pinheiro, analista da SLW que cobre consumo e varejo, avalia que para a Positivo Informática (POSI3), a redução da contribuição patronal de 20% para 10%, que será concedida ao setor de tecnologia dentro do conjunto de estímulos, não causa impactos relevantes.

"O pacote não beneficia diretamente a Positivo, já que ela atua mais no mercado interno e só a redução do imposto não causa muito impacto, que se tiver, será pequeno", explica o analista que recomenda "esperar para ver".

 

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