“Poderemos ter uma surpresa nos preços”, diz presidente da MMX

Diretores da empresa comemoram dados operacionais e mantêm perspectivas otimistas sobre mercado de minério de ferro

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SÃO PAULO – O resultado foi negativo. Mas o clima é leve, em meio à recuperação da MMX (MMXM3) e às perspectivas positivas traçadas pelos diretores da empresa, que nesta sexta-feira (13) reuniram-se com analistas em teleconferência para discutir.

Encorajado por dados operacionais positivos nas minas de Corumbá e Serra Azul, alvos de elogio por alguns analistas, o presidente da MMX Mineração Roger Downey ressaltou sua expectativa de que o mercado de minério de ferro continue apertado pelo lado da oferta na próxima década.

Preços em alta
Os resultados também consolidaram a implantação do novo sistema de precificação por contratos trimestrais, que quebrou a tradição de preços referenciais e contratos longos. “Também praticamos os [preços] híbridos, em alguns casos seguimos a Vale, outras vezes os australianos. Basicamente seguimos os trimestrais”, confirmou o diretor da empresa.

Em meio à desconfiança quanto ao vigor da economia chinesa, consumidor feroz de matéria-prima, é natural temer sobre a demanda global pelo minério de ferro. Nada disso parece assustar a MMX.

“Chegaremos a uma fase de recomposição de estoques em breve, antes do quarto trimestre. E poderemos ter uma surpresa nos preços”, afirmou o confiante presidente da companhia.

Externo e interno
Com importante base de clientes no mercado doméstico, a MMX destacou que as margens em ambos são parecidas, embora o preço da commodity no Brasil seja menor.

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Além disso, a empresa afirma ser mais difícil capturar o prêmio pela qualidade superior do minério de ferro vendido no mercado doméstico, uma vez que esta diferenciação é mais marcante na comparação com os concorrentes externos. “É possível dizer que o prêmio já está embutido nos preços domésticos”, afirmou o diretor comercial da empresa.

Prevendo investir ainda R$ 200 milhões até o fim deste ano, a companhia espera manter a recuperação do volume no segundo semestre, após ter sido forçada a fechar Corumbá por cerca de um mês. “Vemos os clientes preocupados com o [fornecimento no] longo prazo, algo muito diferente com o que era no ano passado”, afirmou Roger Downey.

Consolidação
Entretanto, os constantes rumores de que Eike Batista estaria disposto a desfazer-se de sua participação na empresa levam sempre a conversa para o tema das fusões e aquisições.

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Serenos, os diretores da empresa enxergam as possibilidades por duas vias: integração da produção de aço e minério de ferro ou a busca de sinergia com ativos de logística. “Esse negócio é sobre transporte”, afirmou Downey. “E neste sentido, nos vemos bem posicionados. Vemos janelas de oportunidade nesta área.”

Além disto, os diretores reconheceram ser possível que ativos de mineração, como o de Serra Azul, sejam alvo do processo.