[podcast]Na esteira das bolsas norte-americanas, Ibovespa registra queda de 2,25%

Maior baixa do benchmark ficou com as units da ALL; na ponta positiva, Sadia e Perdigão voltaram a se destacar

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Entre temores com a saúde da economia dos EUA e baixa no preço das commodities, os mercados viveram um pregão marcado por perdas nesta quinta-feira. No Brasil, o Ibovespa sentiu o mau humor externo e estendeu o movimento declinante da véspera, orientado por blue chips produtoras de matérias-primas.

Mercado Internacional

Considerado pelos especialistas como um dos segmentos mais afetados pela crise mundial, o mercado de trabalho dos EUA voltou a dar sinais de fraqueza. Apesar de ter ficado abaixo da medição anterior, o número de pedidos de auxílio-desemprego no país ficou acima das expectativas do mercado na última semana. Ainda no âmbito econômico, o nível de atividade industrial na região da Filadélfia teve recuo superior ao esperado pelos analistas durante o mês de maio.

Na Europa, após três sessões consecutivas de ganhos, as bolsas fecharam em queda, influenciada negativamente pelas projeções apontadas na ata do Federal Reserve e pelo revisão da perspectiva para os ratings da economia britânica. Indicadores econômicos norte-americanos aquém do esperado favoreceram a guinada ao campo vermelho.

Brasil

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No Brasil, acompanhando a trajetória declinante das bolsas norte-americanas, o Ibovespa registrou forte baixa, sob pressão dos papéis de Vale e Petrobras.

Entre os principais responsáveis pela baixa da bolsa brasileira, os papéis da Vale registraram forte recuo.

Também contribuiu para o recuo do índice a desvalorização nas ações da Petrobras, que reagiram à queda do preço do petróleo.

Vale lembrar que hoje foi divulgada a Pesquisa Mensal de Emprego que apontou que o rendimento médio real da população ocupada recuou 0,7% em abril, na comparação com março. Já no confronto com o mesmo mês de 2008, quando registrava R$ 1.277, o valor aumentou 3,2%.

Dólar

O dólar comercial apresentou intensa volatilidade durante esta quinta-feira (21). Após apresentar ganhos próximos de 0,8% durante a manhã, a moeda norte-americana inverteu sua tendência pela tarde, mas após nova intervenção do Banco Central, voltou ao campo positivo e fechou com alta de 0,54%.

Pela décima sessão consecutiva, o Banco Central interviu no mercado cambial ao comprar dólares em leilão no mercado à vista, a uma taxa de R$ 2,022. Tal operação ocorreu entre às 15h06 e às 15h16 (horário de Brasília), colaborando com a inversão de sinal da divisa dos EUA.

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O presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, declarou hoje que tem alertado investidores contra o “excesso de euforia” na aposta em tendências sobre a cotação do dólar. Segundo Meirelles, “o movimento dos mercados, como muitas vezes ocorre, é súbito”. O presidente do BC ainda comentou que as empresas “no passado tiveram prejuízos importantes por apostar em tendências de uma forma exagerada”.