[podcast]Em sessão com recuo nos preços das commodities, Ibovespa cai 2,85%

Movimento de ajuste nas bolsas também favoreceu a valorização do dólar comercial, que fechou com forte alta de 1,40%

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SÃO PAULO – Depois de duas altas seguidas, a bolsa brasileira sofreu uma realização de lucros mais agressiva nesta segunda-feira. O movimento foi impulsionado pelo recuo dos preços das commodities e pelo fraco desempenho de Wall Street.
 

 
Mercado internacional


 
Em Wall Street, as ações de Alcoa, Freeport McMoran e outras companhias ligadas ao mercado de matérias-primas desabaram. Por lá, os principais mercados acionários fecharam com desvalorização.
 
No velho continente, sentindo o forte movimento de ajuste em nível global, as bolsas europeias fecharam o dia em queda. A desvalorização nos preços das commodities e indicadores econômicos ruins favoreceram as perdas.
 
Na Ásia, o índice Nikkei fechou com desvalorização, afetado por companhias correlacionadas ao mercado de commodities e instituições financeiras. Na China, a bolsa de Hong Kong também encerrou em baixa, enquanto a bolsa de Xangai subiu, impulsionada por bancos e varejistas.
 
O indicador da atividade industrial na região de Nova York aumentou o seu ritmo de contração no mês de junho, surpreendendo negativamente ao registrar um recuo maior do que o esperado. O NY Empire State Index apontou 9,41 pontos negativos no período.

  
 
 
 Brasil

 
E esta foi a segunda-feira para o principal índice da bolsa paulista. Com queda de 2,85%, o Ibovespa volta ao patamar de 52.033 pontos, em dia agitado pelo vencimento de opções sobre ações, que movimentou R$ 2,6 bilhões e inflou o volume do pregão, totalizando R$ 7,6 bilhões.
 
A maior baixa do Ibovespa na sessão ficou com os papéis ordinários da Cyrela, que apagaram o ganho registrado na última sexta-feira. Na ponta oposta, apenas três ações, das 65 integrantes do índice, conseguiram fechar no azul. A maior alta foi para os ativos da Light.
 
 
As ações as preferenciais da Petrobras e as preferenciais classe A da Vale, estiveram entre as mais negociadas.
 
 
E hoje o mercado revisou para cima suas projeções para o desempenho da economia brasileira, sendo esperada menor contração do PIB em 2009. De acordo com o relatório Focus, as estimativas sofreram uma alteração em relação à semana passada.
 
 
 

 
Ainda de acordo com o relatório Focus, as projeções para o câmbio não sofreram mudanças frente à versão anterior. Os números sobre a produção industrial também sugeriram menor pessimismo, apesar de ainda indicarem forte queda na atividade. A mediana apontou recuo de 4,70%, taxa 0,08 ponto percentual menor que a vista na edição passada. Já em relação ao desempenho de 2010, o centro da amostra subiu um pouco, indicando maior crescimento do setor no ano que vem: o centro foi de 4% para 4,03%.
 
Hoje também foram divulgados números da balança comercial, que registrou um saldo positivo de US$ 737 milhões na segunda semana de junho. No período, foram registradas exportações da ordem de US$ 2,508 bilhões e importações de US$ 1,771 bilhão.
 
Câmbio

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O forte movimento de ajuste nas principais bolsas pelo mundo favoreceu a valorização da divisa norte-americana. Indicadores econômicos e nova intervenção do Banco Central brasileiro também foram analisados.
 
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9520 na compra e R$ 1,9540 na venda, forte alta de 1,40% em relação ao fechamento anterior. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 16,39%.
 

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