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SÃO PAULO – No primeiro pregão desta semana, nem mesmo o resultado melhor que o previsto de mais uma instituição financeira foi suficiente para animar os mercados, que responderam à queda das commodities e aos indícios de piora na economia dos EUA com fortes perdas.
Europa e Brasil seguiram a cena externa e o Ibovespa também fechou a sessão em queda. Na contramão, o dólar terminou o dia com forte alta, embalado pelo clima tenso visto nas principais bolsas do mundo.
Mercado Internacional
Após seis semanas seguidas de alta, o mercado norte-americano não resistiu às preocupações renovadas em torno do setor financeiro.
O Bank of America – que perdeu três quartos do seu valor de mercado no ano passado – reportou números trimestrais melhores que o previsto ao anunciar um lucro líquido de US$ 4,24 bilhões no primeiro trimestre de 2009. Porém, o incremento das reservas para devedores duvidosos não agradou os investidores.
Para piorar, o Goldman Sachs disse que as perdas de crédito do Citigroup crescem em “taxa rápida”, elevando os temores sobre a saúde do setor bancário.
Ainda no ambiente corporativo dos Estados Unidos, as atenções dos investidores também se voltaram para o setor de tecnologia. O resultado da IBM foi aguardado com ansiedade. O lucro por ação da empresa superou as projeções dos economistas, mas a receita não.
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O clima de tensão em Wall Street fez com que os preços das commodities sofressem forte queda. Em Nova York, o barril de petróleo fechou negociado a US$ 45,88, recuando 8,84% frente ao fechamento anterior.
Na Europa, a combinação entre o mau humor com a economia dos EUA e a pressão por realização de lucros fez com que as principais bolsas da região fechassem com acentuada desvalorização. Frankfurt teve forte recuo de 4,07%.
Na Ásia, os mercados terminaram o dia em terreno positivo, com o índice Nikkei de Tóquio impulsionado por siderúrgicas e por companhias correlacionadas com o mercado de commodities. Hong Kong também fechou em alta, assim como a bolsa de Xangai, que atingiu nesta segunda-feira seu maior patamar em oito meses, influenciada pelo bom desempenho dos setores aéreo e de energia.
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A agenda do dia ainda foi marcada pela divulgação de indicadores econômicos. Nos Estados Unidos, o Leading Indicators – que compila os principais indicadores sobre a economia do país – veio pior que o esperado pelo mercado, ao registrar variação negativa de 0,3% em março. O número referente ao mês de fevereiro foi revisado para uma queda de 0,2%.
Brasil
Acompanhando as perdas verificadas nas bolsas norte-americanas, o Ibovespa fechou com acentuada desvalorização, sob pressão dos papéis de blue chips e produtoras de celulose. O fraco desempenho do setor de consumo e varejo também alimentou o pessimismo nos negócios da bolsa brasileira.
O destaque negativo do índice ficou para os papéis da Cosan, que desabaram pelo terceiro pregão consecutivo em meio às tensões envolvendo a queda nos preços de combustíveis. Na outra ponta, os ativos da NET se destacaram entre os ganhos e voltaram a recuperar parte das perdas sofridas com o anúncio do cancelamento da cobrança do ponto-extra para a TV a cabo.
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Entre as ações mais negociadas, o destaque ficou para as ações de Petrobras e Vale.
Dólar
No mercado de divisas, o dólar comercial encerrou a primeira sessão da semana com forte alta de 2,28%. Esta foi a maior valorização percentual desde 27 de março.
Dados publicados pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) mostraram que a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 328 milhões na terceira semana de abril. O saldo acumulado no ano avançou para US$ 4,67 bilhões.
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Os investidores também se atentaram às mudanças presentes na edição atualizada do relatório Focus do Banco Central. A mediana para as projeções do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2009 caiu pela sétima semana consecutiva, ficando negativo em 0,49%. Também sofreu nova baixa a projeção para a produção industrial que, pelas expectativas compiladas pelo BC, deve recuar 3,75% este ano.
Ainda no Brasil, o governo federal está de olho no orçamento e poderá lançar títulos públicos cuja remuneração acompanharia os rendimentos da caderneta de poupança.