[podcast] Ibovespa sobe e atinge maior patamar desde outubro do ano passado

Índice contou com bom humor externo e ajuda de produtoras de celulose e incorporadoras imobiliárias; dólar caiu 1,31%

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SÃO PAULO – Acompanhando o otimismo nas bolsas internacionais, o Ibovespa fechou em forte alta, no seu maior patamar desde 1 de outubro do ano passado. Com o desempenho desta sexta-feira, já são 7 semanas consecutivas de alta, maior sequencia desde 2006. O dólar comercial fechou em forte queda, abaixo dos 2,20 com os investidores interpretando uma série de resultados nos Estados Unidos.

Mercado internacional


As bolsas internacionais fecharam em forte alta impulsionadas por resultados corporativos acima das expectativas. Entre os destaques ficaram Ford, Microsoft e American Express.

Destaque também para o tão aguardado teste de estresse realizado com as 19 maiores instituições financeiras dos EUA. As autoridades começaram a discutir os resultados com os gestores das instituições participantes nesta sexta-feira e as conclusões serão divulgadas no dia 4 de maio.

Durante a semana, as bolsas norte-americanas operaram com forte instabilidade. A sessão desta sexta-feira (24), porém, foi marcada por valorizações desde a abertura. os índices em Wall Street encerraram em alta, influenciados por bons indicadores e por balanços trimestrais melhores que os esperados.

Na Europa, com a forte influência positiva que os resultados corporativos divulgados na sessão causaram, aliado ainda às altas no preço do barril de petróleo e nos contratos futuros de cobre, as bolsas fecharam esta sexta-feira (24) em alta. No entanto, indicadores econômicos divulgados no velho continente contiveram a euforia do mercado
Já no continente asiático, o índice Nikkei fechou o dia com nova desvalorização, acumulando perdas de 2,2% nesta semana. Na China, a bolsa de Hong Kong encerrou em alta, enquanto a bolsa de Xangai caiu, sendo afetada por companhias correlacionadas a commodities.

E a agenda econômica norte-americana trouxe os dados divulgados tanto do Durable Good Orders como do New Home Sales melhores do que o esperado. Enquanto o primeiro revelou recuo de 0,8% nos pedidos feitos à indústria em março, o segundo relatou que o número anualizado de casas novas vendidas em março foi de 356 mil casas.

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Brasil

O Ibovespa foi contagiado pelo bom humor externo e contou ainda com a ajuda de produtoras de celulose e incorporadoras imobiliárias para confirmar o terceiro avanço diário consecutivo e atingir o maior patamar desde 1 de outubro do ano passado ao cravar 46.771 pontos. De quebra, com o avanço de 2,12% desta sessão, o índice marcou a sétima semana consecutiva de saldo positivo – maior sequência em três anos.

No plano doméstico, o destaque positivo ficou para os setores imobiliário e de papel e celulose. A Cyrela confirmou a aquisição da totalidade das ações da Goldsztein Participações, informando que, com a concretização do negócio, seu capital social será elevado via emissão de novas ações a serem entregues aos acionistas da Goldsztein.

Já na ponta negativa do índice, destaque para as ações da Cemig. A empresa viu seus papéis caírem forte após o anúncio de compra de 85,27% do capital votante – aproximadamente 65,86% do capital total – da Terna Participações, em acordo que deve ser fechado em 30 de setembro deste ano.

As ações as preferenciais da Petrobras e as preferenciais classe A da Vale, estiveram entre as mais negociadas do índice.
 
 
A agenda doméstica apresentou diversos indicadores na sessão. O IPCA-15 do mês de abril apresentou uma aceleração inflacionária, revelando uma taxa de 0,36%. Já a confiança do consumidor teve alta de 2,5% entre março e abril. Por último, a taxa de desemprego de março nas seis principais cidades metropolitanas do Brasil veio em linha com as projeções do mercado, ficando em 9%.

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Câmbio

 
Em mais uma sessão marcada pelo anúncio do bom desempenho trimestral de empresas norte-americanas, o otimismo visto nos principais mercados levou o dólar comercial a fechar em queda de 1,31% nesta sexta-feira (24), sendo cotado a R$ 2,192. Indicadores da economia norte-americana melhores que o esperado contribuíram também para o cenário de menor aversão ao risco visto na sessão.
 
Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 5,19% em abril, frente à queda de 2,49% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,20%.

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