[podcast] Ibovespa segue trajetória negativa externa e estende perdas

No destaque negativo do benchmark, as ações da Braskem registraram forte queda pelo segundo pregão consecutivo

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A quarta-feira repetiu o movimento da véspera e terminou no vermelho. Os temores do Fed com a economia dos EUA preocuparam Wall Street, que também assistiu às tensões envolvendo o setor de cartões de crédito. No Brasil, o Ibovespa não resistiu ao mau humor externo e terminou com recuo pelo segundo pregão consecutivo. De um lado, petroquímicas pressionaram o índice, enquanto do outro petrolíferas limitaram as perdas.

Mercado internacional

O Federal Reserve divulgou hoje a minuta de sua última reunião realizada em 28 e  de abril, quando manteve o juro básico norte-americano na faixa entre 0% e 0,25% ao ano. Embora tenha notado certa melhora nas últimas semanas, a autoridade ainda se mostra preocupada com a difícil situação da maior economia do mundo. De acordo com o documento, a decisão que manteve a Fed Funds Rate no menor patamar de sua história foi novamente atribuída à atividade econômica ainda enfraquecida aliada à contínua redução das pressões inflacionárias no país.

O Fed reduziu suas projeções para a economia norte-americana, esperando agora uma contração de 1,3% a 2,0% no PIB de 2009. A estimativa anterior era de 0,5% a 1,3% de queda para o indicador.

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As principais bolsas dos EUA encerraram a quarta-feira em baixa. A desvalorização foi determinada pela divulgação da ata do Federal Reserve.

Voltando a apresentar maior estabilidade, os principais índices de ações da Europa fecharam em alta, exceto o índice londrino FTSE 100. A sessão contou com referências importantes tanto no âmbito econômico como no corporativo. Dentre as ocorrências corporativas, a Opel, subsidiária europeia da General Motors afirmou que recebeu três ofertas de compra, fato que não foi confirmado pela empresa.

Na Ásia, o índice Nikkei fechou com nova valorização, impulsionado por companhias correlacionadas com o mercado de commodities. Já a bolsa de Hong Kong encerrou em baixa e o mesmo ocorreu com a bolsa de Xangai, que foi afetada por metalúrgicas.
Agenda internacional. De acordo com a minuta da reunião do Bank of England, a decisão em manter a taxa básica de juro da região em 0,50% ao ano foi apoiada por todos os membros do colegiado.

Além disso, os articuladores de política econômica do Banco Central inglês decidiram, também por unanimidade, aderir ao plano de ampliar a base monetária através da emissão de mais 50 bilhões de libras esterlinas em moeda, o que garante ao governo gastar mais de 125 bilhões com a compra de dívida corporativa e títulos do governo.

Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram para 368,5 milhões de barris na semana passada. Entre as semanas terminadas em 8 e 15 de maio, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA recuou em 2,1 milhões de barris, mais do que as estimativas dos analistas, que previam queda de 1,15 milhão.

Brasil

O Ibovespa acompanhou a trajetória negativa das bolsas norte-americanas e estendeu as perdas da véspera. O fraco desempenho dos papéis da Braskem penalizou o índice. Mas a performance positiva dos papéis da Petrobras e de produtoras de alimentos limitou as perdas da bolsa brasileira.

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Em seu segundo recuo consecutivo, o Ibovespa fechou com baixa de 0,20%, nos 51.245 pontos. O volume financeiro do índice totalizou R$ 6,38 bilhões.
O anúncio da fusão entre Sadia e Perdigão mais uma vez ocupou o centro das atenções na esfera corporativa. Destaque para os papéis da Perdigão, que ficaram na ponta positiva do índice. Depois de analisar a operação, a agência de risco Standard & Poor’s colocou os ratings da Perdigão em revisão negativa, ao contrário dos da Sadia, que podem ser elevados pela instituição.

No destaque negativo do benchmark, as ações da Braskem registraram forte queda pelo segundo pregão consecutivo. O Credit Suisse revisou para baixo as perspectivas para o resultado da empresa na véspera. A expectativa para o Ebitda da empresa neste ano foi cortada em 16%.

As ações preferenciais classe A da Vale as preferenciais da Petrobras estiveram entre as mais negociadas.

Na agenda doméstica de hoje, o IGP-M referente ao segundo decêndio de maio apontou deflação de 0,14%, após a variação negativa de 0,33% registrada no mesmo período do mês anterior. Segundo o relatório Focus do Banco Central, o mercado prevê variação positiva de 0,15% para o resultado mensal.
 
Câmbio

A divisa norte-americana amenizou as perdas no final desta quarta-feira.

 
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,023 na compra e R$ 2,025 na venda, baixa de 0,49% em relação ao fechamento anterior. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 13,35%.