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SÃO PAULO – Puxado pelas principais blue chips e por empresas do setor de papel e celulose, o Ibovespa se descolou da instabilidade que atingiu Wall Street durante a tarde. Apesar de altas e baixas, as bolsas nos Estados Unidos fecharam a quinta-feira em alta assim como o dólar comercial.
Mercado internacional
Nem o bom desempenho do Credit Suisse e o pronunciamento do Barclays foram capazes de empolgar o mercado. A instituição financeira suíça apresentou um lucro líquido de 2 bilhões de francos suíços, valor acima do esperado e do registrado no primeiro trimestre de 2008, enquanto o banco britânico afirmou que seus resultados trimestrais ficaram “bem à frente” daqueles do mesmo período do ano anterior.
Contribuindo com o cenário negativo, a Fiat revelou prejuízo líquido de € 410 milhões nos três primeiros meses do ano, consequência da menor demanda por automóveis na região.
E os escândalos envolvendo o setor bancário também chamam a atenção dos investidores. Segundo carta de Andrew Cuomo – procurador do Estado de Nova York – enviada ao Congresso norte-americano nesta sessão, o CEO (Chief Executive Officer) do Bank of America, Kenneth D. Lewis, foi pressionado para concluir a compra da Merrill Lynch, após tentativas de cancelar o negócio por conta de uma “surpreendente” deterioração na unidade de corretagem da instituição a ser adquirida.
Nos Estados Unidos, o Existing Home Sales e o Initial Claims não agradaram. Enquanto o primeiro apresentou um volume de vendas de casas abaixo das estimativas do mercado durante os 12 meses encerrados em março, o segundo reportou que os pedidos por auxílio-desemprego foram ligeiramente acima do esperado na passagem semanal.
Os indicadores econômicos negativos e a divulgação de balanços trimestrais tanto acima quanto abaixo dos esperados contribuíram para um pregão instável em Wall Street. No final do dia, entretanto, as bolsas norte-americanas conseguiram sustentar seus ganhos e encerraram em leve alta.
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Na Europa, após o bom desempenho das bolsas na sessão anterior, os resultados corporativos aquém do esperado contribuíram para uma quinta-feira (23) de maior aversão ao risco dos investidores, levando os índices de ações do continente a fechamento em queda. A exceção ficou com a bolsa italiana, que teve leve alta.
Na Ásia, o índice Nikkei de Tóquio encerrou o dia com valorização, impulsionado por exportadoras e construtoras. Hong Kong também fechou em alta, registrando ganho superior a 2%. Já a bolsa de Xangai teve ligeiro ganho, influenciada por companhias dos setores de alimentos e energia.
Brasil
Confirmando o segundo pregão consecutivo de valorização, o Ibovespa terminou com alta de 2,03%, aos 45.801 pontos. No destaque de baixa do índice figuraram os papéis da TAM, que reagiram à aprovação pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) do início da liberação de preços das passagens aéreas emitidas no Brasil para o exterior. A redução será gradual e, em um ano, deixará de existir preço mínimo.
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Liderando com folga os ganhos do índice, os papéis de VCP e Aracruz disparam nesta tarde. A segunda, que teve sua incorporação aprovada pela concorrente, informou que o contrato de conclusão da negociação da dívida com os bancos encontra-se em fase final de elaboração, para assinatura. Além disso, há indícios de melhora na demanda chinesa pelo produto.
Entre as blue chips, a Petrobras anunciou uma nova descoberta de indícios de petróleo no bloco ES-T-364, situado na bacia de Espírito Santo, na costa Sudeste do Brasil. O anúncio influencia positivamente as ações da petrolífera, que também são amparadas pela alta nas cotações do petróleo.
Na agenda doméstica o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 22 de abril marcou inflação de 0,58%, taxa 0,12 ponto percentual inferior à registrada na medição anterior, de 0,70%.
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Foram analisados também, os dados referente à Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada pelo Banco Central. Nela, consta que, em março, o volume total de crédito do sistema financeiro nacional alcançou R$ 1,241 trilhão, crescimento de 1% em relação ao apurado em fevereiro e de 25,0% em 12 meses.
Câmbio
A sessão foi de forte instabilidade e maior aversão ao risco, em função dos resultados corporativos e indicadores econômicos apresentados nos mercados externos. O dólar comercial encerrou a quinta-feira (23) cotado a R$ 2,219 na compra e R$ 2,221 na venda, forte alta de 0,82% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 3,94% em abril, frente à queda de 2,49% registrada no mês passado.