[podcast] Gripe suína preocupa e mercados operam em baixa

A cena externa e a divulgação de resultados corporativos dão o tom aos negócios nesta manhçã de segunda-feira

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As preocupações rotineiras com a crise financeira abrem espaço para outro driver negativo. Casos graves de gripe suína na América do Norte perturbam o ânimo das principais bolsas no mundo.

Mercado Internacional
Temendo por uma eventual epidemia, investidores associam o mal da gripe suína às perdas causadas pela gripe aviária em 2003. Os futuros de Wall Street registram queda nesta segunda-feira, assim como os mercados na Europa. Todos os principais índices da região operam no vermelho.

Entre as notícias que influenciam os negócios, o FMI (Fundo Monetário Internacional) avalia uma eventual emissão de títulos visando recompor reservas. Os governos brasileiro e chinês estariam entre os interessados em comprar papéis do organismo.

No cenário corporativo, estrategistas do Credit Suisse recomendam posição comprada em ações inglesas e reduzem sua sugestão de exposição à renda variável norte-americana. Segundo eles, os benefícios da flexibilização radical adotada pelo Bank of England sobre a bolsa tendem a ficar cada vez mais evidentes.

Em dia de agenda tímida, o destaque vai para o discurso do presidente do Banco Central Europeu, às 13h45. Jean-Claude Trichet já sinalizou um provável corte de 25 ponto percentual na taxa básica de juros durante a próxima reunião de política monetária.

Na Ásia, a Bolsa de Tóquio encerrou com valorização nesta segunda-feira. O índice Nikkei foi impulsionado por companhias farmacêuticas e por instituições financeiras. Na contramão, Hong Kong fechou em baixa, acompanhando a bolsa de Xangai, que foi afetada por resultados corporativos desfavoráveis.

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O governo do Japão revisou hoje para baixo suas estimativas de crescimento da economia para o ano fiscal que termina em março de 2010. As autoridades preveem que o PIB (Produto Interno Bruto) terá contração de 3,3%, alcançando o pior desempenho desde 1955.

Brasil
Na cena doméstica, os investidores repercutem a preocupação com a gripe suína, além de concentrarem suas atenções na divulgação de indicadores e resultados corporativos.

O relatório Focus publicado nesta manhã mostrou projeções um pouco piores para o IPCA de 2009 (de 4,23% para 4,30%). Já as estimativas para a variação do PIB (Produto Interno Bruto) no ano melhoraram na margem, passando de -0,49% para -0,39%).

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Às 11h, o mercado ainda acompanha o anúncio dos dados da balança comercial semanal. A atenção dos investidores também se concentra nos resultados trimestrais da WEG e da Marisa.

A WEG reportou um lucro líquido superior a R$ 122 milhões entre janeiro e março. O resultado é 3% inferior ao do primeiro trimestre de 2008. No entanto, a cifra é 25% maior em comparação ao período outubro-dezembro. Já os dados da Marisa serão apresentados após o fechamento do pregão no Brasil.