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SÃO PAULO – As ações da OGX Petróleo (OGXP3) acumulam fortes perdas na semana, registrando, até o fechamento da última quinta-feira (31), perdas de 14,94%, além de atingirem o menor patamar desde dezembro de 2008. Parte desta desvalorização ocorre em meio ao poço seco encontrado pela petrolífera no prospecto de Cozumel, na Bacia de Campos, o que levantou novamente a desconfiança em relação à capacidade de produção da companhia.
Entretanto, apesar deste driver negativo para os papéis da companhia, o Itaú BBA não alterou as suas perspectivas para a empresa no curto prazo. Mesmo assim, a corretora considera “que um poço seco nunca é bom, aumentando as preocupações do mercado sobre a produção futura, com o aumento da incerteza sobre o destino da OSX-5”.
“É importante notar que o nosso modelo assume apenas um arranque da produção no OSX-5 apenas a partir de 2016”, aponta a analista Paula Kovarsky, em relatório. Até lá, a produção de petróleo será realizada através das plataformas FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo e gás) OSX-1,2 e 3.
Estimativas podem ser revisadas
Entretanto, a referência de curto prazo para as ações OGXP3 ainda podem ser afetadas, dependendo dos resultados de outras explorações. A analista espera uma produção de 1,3 bilhão de boe (barris de óleo equivalente) na Bacia de Campos, além do BS-4, em que a companhia possui participação de 40%.
No curto prazo, as estimativas são de um piso para os papéis de R$ 4,20, o que configura um potencial de valorização de 2,44% em relação aos R$ 4,10 do último fechamento. Mas o teto de R$ 6,00 pode ser afetado, dependendo do resultado dos outros dois poços.
Caso se incluam os cálculos do prospecto de Cozumel no modelo, a expectativa de produção na Bacia de Campos cai em 5%. Entretanto, os resultados positivos em Tulum e Viedna diminuem os riscos sobre o valuation da companhia.
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Segundo a analista, o pior que deve ocorrer é que a vazão do poço de Viedna seja menor do que o esperado. Apesar de não estar incluso no modelo da corretora para as ações da companhia, a menor taxa de fluxo provavelmente aumentará o risco na curva de produção.
O Itaú BBA segue com recomendação outperform (desempenho acima da média) para os ativos OGXP3, com preço justo de R$ 8,30 até o final de 2013, o que configura um potencial de valorização de 102,44% em relação a cotação de fechamento da última quinta-feira.